Cuba ficou sem diesel e óleo combustível, afirma ministro de Energia
Vicente de la O Levy reconheceu a situação crítica do país e limitações nas reservas de gás
Cuba se quedó completamente sin diesel y fueloil, admitió el ministro de Energía, Vicente de la O Levy.
Em uma entrevista com meios de comunicação estatais, De la O Levy afirmou que as reservas de gás eram limitadas e que o sistema energético cubano se encontrava em uma situação crítica devido ao bloqueio petroleiro imposto pelos Estados Unidos, que reduziu drasticamente as importações.
Na quarta-feira, registraram-se protestos isolados em Havana, a capital, contra os cortes de eletricidade, segundo informou a agência de notícias Reuters.
Esta semana, os EUA reiteraram sua oferta de enviar US$100 milhões em ajuda a Cuba em troca de "reformas significativas ao sistema comunista cubano".
"A soma dos diferentes tipos de combustível: petróleo cru, óleo combustível, do qual não temos absolutamente nada; diesel, do qual tampouco temos absolutamente nada — repito —, o único que temos é gás de nossos poços, cuja produção aumentou", declarou De la O Levy.
"Não temos absolutamente nada de combustível, não temos absolutamente nada de diesel", insistiu o funcionário.
Tanto o diesel quanto o óleo combustível são fundamentais para alimentar as plantas termoelétricas que sustentam o sistema energético cubano, segundo o meio digital "Cibercuba".
Sob o bloqueio estadounidense, algumas zonas de Havana sofreram apagões de entre 20 e 22 horas, continuou.
O ministro também reconheceu que a situação no país é "extremamente tensa".
Os hospitais não conseguiram funcionar com normalidade, enquanto as escolas e os órgãos governamentais foram obrigados a fechar. O turismo, motor econômico de Cuba, também foi afetado.
Normalmente, Cuba depende da Venezuela e do México para o fornecimento de petróleo ao seu sistema de refinarias. Contudo, ambos os países interromperam esses envios.
A Venezuela cortou suas exportações de hidrocarbonetos à ilha após a operação militar estadounidense que depôs Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro, e o México após o presidente estadounidense Donald Trump ameaçar impor tarifas aos países que fornecessem combustível a Cuba.
No que vai do ano, apenas um navio russo com 100.000 barris de petróleo cru chegou a Cuba, mas essas reservas já se esgotaram, revelou De la O Levy.
Na semana passada, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Havana havia rejeitado uma oferta estadounidense de ajuda humanitária no valor de US$100 milhões, uma afirmação que Cuba negou.
O Departamento de Estado reiterou sua oferta na quarta-feira, indicando que a assistência humanitária seria distribuída em coordenação com a Igreja católica e organizações humanitárias "confiáveis".
"A decisão cabe ao regime cubano: aceitar nossa oferta de assistência ou negar ajuda vital para salvar vidas e, em última instância, responder ao povo cubano por obstruir tal assistência", acrescentou.
O bloqueio de Washington contra o país se intensificou no início de maio, quando os EUA impuseram uma série de sanções a altos funcionários cubanos, acusando-os de cometer "violações dos direitos humanos".
O ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, qualificou as novas sanções de "ilegais e abusivas".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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