Cuba e Estados Unidos mantêm tensões por crise energética
Posições encontradas sobre a crise energética
Cuba e Estados Unidos apresentam interpretações diferentes respecto à situação crítica do sistema elétrico cubano. O governo cubano atribui a crise energética a um bloqueio petroleiro implementado pela administração estadunidense, enquanto Washington sustenta que a situação responde a problemas de gestão econômica interna.
O Departamento de Estado estadunidense reiterou na quarta-feira uma oferta de ajuda por 100 milhões de dólares para Cuba, condicionada a que a Igreja católica seja responsável por sua distribuição. Esta proposta se soma às sanções que pesam sobre a ilha desde 1962.
Situação do sistema elétrico
A ilha de 9,6 milhões de habitantes enfrenta apagões prolongados com uma produção de eletricidade em níveis mínimos. Segundo reportes recentes, aproximadamente 65% do território cubano experimentou cortes de luz simultâneos. O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, indicou que as reservas de combustível se esgotaram após a chegada de um único petrolero russo em janeiro.
"A situação é muito tensa, o calor continua aumentando, o efeito do bloqueio sim nos está causando muito dano porque continuamos sem receber combustível", manifestou o funcionário em declarações à televisão estatal.
Contexto diplomático
As fricções entre ambas as nações se intensificaram nas últimas semanas, embora mantenham canais de comunicação abertos. Em 10 de abril realizou-se uma reunião de alto nível diplomático em Havana. Trump assinou em janeiro um decreto que estabelece que Cuba representa uma "ameaça excepcional" para Estados Unidos, além de ameaçar com represálias a países que forneçam petróleo à ilha.
Estas tensões se acentuaram desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado histórico de Cuba, por forças estadunidenses em janeiro deste ano.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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