Colômbia em fase crítica de resgate após terremoto de magnitude 7,4
Fase crítica de resgate na Colômbia
A Colômbia se encontrava na quarta-feira na crucial fase da 'janela de vida', as 72 horas posteriores a um desastre natural ou acidente, em que há maior probabilidade de resgatar as pessoas que permanecem atrapadas, após o terremoto que sacudiu o país na segunda-feira e que deixa ao menos 239 mortos.
Segundo cálculos de agências internacionais e alguns meios de imprensa, existem entre 2 mil e 2,7 mil desaparecidos.
Magnitude do sismo
Com uma magnitude de 7,4, o sismo ocorrido na segunda-feira às 07h34 foi o mais mortífero que sacudiu a Colômbia no que vai do século e afetou em especial populações do Pacífico e da região cafetera no oeste do país.
O Governo anunciou que as bandeiras ondulariam a meia asta nos edifícios oficiais e embaixadas colombianas no exterior, em homenagem a todos os falecidos.
Operações de resgate intensivas
Nas cidades de Pereira e Cali os equipes de emergência trabalham a noite toda com guinchos, cães e maquinário pesado na busca de sobreviventes, enquanto voluntários formam correntes humanas para retirar os escombros manualmente.
Os resgatistas trabalham sob condições desafiadoras, com cortes de eletricidade que afetam quase toda Pereira. "Eu sei que hoje e amanhã vamos tirar gente com vida. Eu já sou um velho, mas sou farejador", expressou Julio César Pineda, um resgatista de 67 anos.
"Estamos entrando na fase final das primeiras 72 horas", assinalou o prefeito de Cali, Alejandro Eder, esclarecendo que "não quer dizer que não haja sobreviventes depois, mas sim é mais difícil".
Resgates bem-sucedidos
Entre os casos de sucesso se destaca o resgate de Daniela Largo, de 32 anos, quem foi tirada com vida após passar mais de 35 horas atrapada entre os escombros de um hotel de Pereira. Sua mãe, Sandra Milena Pérez, expressou sua alegria: "Estamos felizes porque em casa a está esperando um filho de 12 anos".
Pérez relatou que um vizinho ouviu os chamados de auxílio e alertou os resgatistas, o que permitiu localizar sua filha.
Impacto na população
Nas cidades mais afetadas as famílias dormiram nos parques pelo temor de novos terremotos. Desde o sismo foram apresentadas mais de 130 réplicas.
Em El Cairo, a 250 quilômetros ao norte de Cali, os moradores enfrentam uma situação traumática. "A gente não quer entrar nas casas, a gente não quer dormir", comentou Adriana González, uma cozinheira de 40 anos.
Solidariedade cidadã
A solidariedade foi um pilar fundamental durante as jornadas de busca. Milhares de pessoas levam água, comida e suprimentos aos bairros afetados, enquanto se formam longas filas frente aos centros de doação de sangue.
Em Cali, um grupo de cineastas emprestou microfones, luzes e câmeras para identificar qualquer sinal de vida entre os escombros.
Ações governamentais
Para encarar o processo de reconstrução, o presidente Abelardo de la Espriella, quem assumiu o poder apenas seis dias atrás, declarou situação de emergência no país e anunciou alívios para os afetados.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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