Croácia respira com gol de Budimir e elimina Panamá
O time de Zlatko Dalic, abalado pela derrota de 4 a 2 sofrida diante da Inglaterra na primeira rodada, encontrou alívio em uma ação simples e definitiva: abertura de Josip Stanisic pela direita, cruzamento para a pequena área e finalização de Budimir, que havia acabado de entrar no intervalo no lugar de Petar Musa.
A noite tinha outro foco inevitável: Luka Modric. O capitão croata alcançou os 200 jogos internacionais e se incorporou ao reduzido clube masculino de futebolistas que chegaram a essa marca, junto a Cristiano Ronaldo, Bader Al-Mutawa e Lionel Messi. Mas a efeméride não ocultou por muito tempo os problemas da Croácia, desconfortável diante do retranca ordenado do Panamá e das corridas de Amir Murillo pela direita.
Panamá, que precisava pontuar depois de cair diante de Gana, e com a Inglaterra ainda por vir, entendeu melhor o jogo durante os primeiros trinta minutos. Christiansen montou uma linha de cinco defensores, quatro meias muito próximos e José Fajardo como referência. O plano fechou os corredores interiores a Modric, Kovacic e Baturina, e empurrou a Croácia para uma circulação previsível, excessivamente lateral.
A melhor oportunidade panamenha chegou no minuto 23. Murillo voltou a ganhar as costas pela banda direita, cruzou para a área e José Luis Rodríguez conectou um cabeçalho que Livakovic desviou o necessário para enviar na trave. Foi o momento que poderia ter mudado o jogo e que confirmou o dano que Panamá estava causando pelo flanco de Gvardiol.
Croácia mal respondeu antes do intervalo com um chute distante de Baturina no acréscimo, bem defendido por Orlando Mosquera. O primeiro tempo terminou com mais sensação de controle panamenho que de superioridade croata, embora o placar tenha permanecido zerado.
Dalic agiu no intervalo. Tirou Musa e Gvardiol, lançou Budimir e Kramaric, e a mudança teve efeito imediato. Croácia sobrecarregou mais a área, encontrou maior presença entre os zagueiros e no minuto 54 resolveu o jogo. Stanisic apareceu com liberdade pela direita e Budimir, sozinho na pequena área, empurrou o 0 a 1.
Panamá acusou o golpe. Perdeu a segurança na saída, concedeu transições e Mosquera precisou intervir diante de Marco Pasalic em uma ação clara logo depois. Christiansen mexeu no banco com Waterman, Azarías Londoño, Eric Davis e Tomás Rodríguez, mas o time centro-americano misturou ímpeto com precipitação.
Mesmo assim, Panamá não se entregou. Murillo, o melhor dos seus, voltou a ameaçar Livakovic no minuto 67, primeiro com uma finalização da entrada da área e depois em uma ação posterior a bola parada que obrigou o goleiro croata a outra intervenção. Carlos Harvey também teve uma chegada clara, mas finalizou para fora e desviado.
Croácia fechou o jogo com eficiência, já sem Modric, substituído por Mario Pasalic no trecho final. Petar Sucic recebeu cartão amarelo no acréscimo por uma falta que cortou uma progressão panamenha perto da área. O último cruzamento de falta do Panamá saiu por cima da trave e com ele escapou boa parte de suas chances.
O empate sem gols entre Inglaterra e Gana, disputado antes, havia aumentado a pressão sobre ambos. Croácia fica agora com três pontos, ainda atrás de ingleses e ganenses, ambos com quatro. Panamá continua sem pontuar, castigado pela sua falta de definição em um jogo no qual teve fases, organização e ocasiões suficientes para merecer algo mais.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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