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Esportes

Cristiano Ronaldo, Messi, Modric e outras estrelas: o que explica sua longevidade no futebol de elite

23/06/2026 22:45 3 min lectura 5 visualizações
Cristiano Ronaldo, Messi, Modric y otras estrellas: qué explica su longevidad en el fútbol de élite

Recordes históricos em idades avançadas

Os cinco gols de Lionel Messi nos dois primeiros jogos da Argentina no Mundial 2026 e o duplo de Cristiano Ronaldo frente ao Uzbequistão converteram o português no primeiro jogador a marcar em seis Copas do Mundo. Esses feitos refletem uma tendência mais ampla no torneio: a relevância de estrelas que rondam ou superam os 40 anos.

Enquanto em Mundiais anteriores os jogadores de maior idade costumavam ser goleiros, nesta edição destacam-se grandes nomes que desafiam limites de idade em outras posições. Messi completa 39 anos em 24 de junho e Cristiano Ronaldo tem 41. Ambos disputam sua sexta Copa do Mundo, um recorde compartilhado com o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, de 40 anos.

Outros exemplos notáveis incluem o croata Luka Modric e o atacante bósnio Edin Dzeko, ambos com 40 anos. O zagueiro japonês Yuto Nagatomo tem 39 e o capitão da seleção estadunidense, Tim Ream, conta com 38.

Aumento da idade média no futebol profissional

Carlos Lago, catedrático de futebol na Universidade de Vigo na Espanha e assessor de vários clubes, aponta que existe um processo evidente de chegada mais cedo ao alto nível com maior longevidade na carreira dos futbolistas. Esse fenômeno não se limita ao futebol, mas ocorre em todos os esportes.

Um dado significativo: desde que começou a Liga dos Campeões em 1992-93 até a temporada 2017-18, a idade média dos jogadores se incrementou em 1,6 anos. Em 1992-93 era de 24,9 anos e atualmente situa-se em 26,5 anos, com expectativas de continuar aumentando.

Desafios do torneio para jogadores de maior idade

Peter Krustrup, catedrático no Departamento de Ciências do Esporte e Biomecânica Clínica da Universidade do Sul da Dinamarca, e Chris Carling, do mesmo centro acadêmico, destacam que a evolução atual com jogadores de campo de elite maiores de 40 anos é particularmente interessante, considerando que a intensidade do jogo e o número de partidas continuam aumentando.

O Mundial 2026 apresenta desafios específicos que exigem maiores esforços dos jogadores de mais idade. Trata-se da primeira Copa do Mundo com 48 equipes, o que implica mais partidas, uma fase eliminatória mais extensa e longos deslocamentos pelos Estados Unidos, Canadá e México.

Várias sedes experimentam calor intenso, com muitos partidos disputados ao redor dos 30°C. Os times também terão que lidar com variações em poluição atmosférica e alérgenos entre sedes. A altitude também varia consideravelmente, já que os partidos na Cidade do México e Guadalajara serão disputados a altura considerável acima do nível do mar.

Para jogadores de maior idade, é razoável supor que mudanças relacionadas à idade na capacidade de regular a temperatura corporal durante o exercício representem uma exigência maior para quem ronda os 30 e os 40 anos.

Fatores que explicam a longevidade

A maior longevidade no futebol não obedece a uma causa única, mas a uma combinação de fatores. Entre estes se encontram avanços científicos em preparação física e recuperação, além de mudanças culturais no esporte profissional.

A genética também desempenha um papel importante nessa equação. Especialistas em medicina do esporte reconhecem que a combinação de fatores biológicos, tecnológicos e organizacionais permitiu que futbolistas de elite mantenham seu desempenho em idades que décadas atrás teriam significado a aposentadoria.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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