Criar um Ministério de Energia e um ente regulador ofereceria solução energética a longo prazo
O Poder Executivo propõe a criação de um Ministério de Energia e um ente regulador do setor elétrico, com o objetivo de institucionalizar a política energética do país e buscar soluções a longo prazo em matéria energética. O projeto encontra-se em etapa de socialização, e amanhã segunda-feira encerra o prazo para que a cidadania em geral remeta à Mesa Energética Nacional suas contribuições e conhecimentos para a elaboração dos anteprojetos.
Da mesma forma, a Mesa Energética Nacional realiza o debate com o setor privado, ações essas que possuem total prioridade, de acordo com o manifestado pelo vice-ministro de Minas e Energia, Maurício Bejarano, no programa "Fogo cruzado" do canal GEN/Nação Media.
"Tem uma prioridade absoluta, o fato de ter convocado o setor privado, pela primeira vez, nessa mesa energética do subsetor elétrico estava previsto dentro da política energética programada e feita por nós em conjunto com a academia. O que há que entender é que isso será de alta periodicidade, por isso convoca-se novamente amanhã, por um lado", indicou.
Agregou que, por outro lado, o objetivo é fortalecer a estrutura com a qual já se conta atualmente, para estabelecer políticas públicas claras no que respeita ao tema energético. Para isso, estabelece-se a mesa de trabalho, tanto com o setor privado quanto com a sociedade.
"Essas duas instituições que se propõem, e que foram socializadas em uma plataforma, é justamente para poder ouvir todos os referentes, e por que não, qualquer pessoa pode ter uma ingerência. Depois faremos uma grande compilação para poder avançar", expôs o vice-ministro.
Assegurou que estabeleceu-se uma agenda clara, geração por um lado e tarifa pelo outro. "Amanhã, o que será tratado é justamente os prazos e os planos a curto e médio prazo da Administração Nacional de Eletricidade no que se refere a energia e depois vêm aqueles que deram uma conferência magistral via zoom no dia passado, vêm ao Paraguai para esclarecer as consultas sobre a tarifa técnica", apontou.
Estabelecer políticas energéticas
Por sua parte, o especialista em matéria energética Victório Oxília falou da necessidade tanto da criação do Ministério de Energia quanto do ente regulador, que impulsiona o Executivo, para garantir a disponibilidade de energia para o consumidor, assim como dar segurança ao setor privado para os investimentos.
"Vemos desde o início a necessidade de ter um Ministério de Energia, que trate essas questões de políticas energéticas, que nos dê um norte para onde podemos nos dirigir e um ente regulador que dê tranquilidade ao mercado, aos agentes econômicos, ao setor privado ao qual estamos convocando que nos ajude a atender no futuro a geração e transmissão", explicou.
Agregou que a projeção das soluções energéticas deve se dar a longo prazo e não soluções remendos. "Devemos dar este passo ao novo andamiço institucional que nos ajude a pensar em uma visão estratégica no futuro, porque as questões urgentes são questões que vão ser resolvidas de uma maneira remendo, mas há que pensar isso no futuro, em energia não se pensa em 5 anos, pensa-se em 20 ou 30 anos em adiante", apontou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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