Corte Suprema dos Estados Unidos ratifica cidadania por nascimento
A Corte Suprema dos Estados Unidos rejeitou um decreto presidencial que buscava restringir a cidadania por nascimento para os filhos de imigrantes em situação irregular.
Em uma votação de 6 contra 3, o máximo tribunal estadunidense derrubou o texto assinado em 20 de janeiro de 2025. O decreto argumentava que esses menores não estavam "sujeitos à jurisdição" dos Estados Unidos.
Fundamentos constitucionais
Em seu voto, os juízes concluíram que as crianças nascidas nos Estados Unidos de pais "presentes ilegalmente ou temporariamente" são "cidadãs por nascimento em virtude da Décima Quarta Emenda" da Constituição.
O tribunal recordou que essa emenda, adotada em 1868 após a Guerra de Secessão, foi estabelecida para garantir os direitos dos escravos libertos e de seus descendentes.
De acordo com a sentença, "as crianças nascidas nos Estados Unidos de pais que se encontram no país ilegalmente ou de forma temporária estão 'sujeitas à jurisdição' dos Estados Unidos e são cidadãs desde seu nascimento".
Contexto político e legal
Esta resolução ocorre poucos dias antes do 250º aniversário da fundação dos Estados Unidos. O caso gerou significativa controvérsia no país, com vários magistrados do tribunal apresentando opiniões individuais.
A decisão constitui um novo revés legal para a administração, após a invalidação de grande parte de sua política de tarifas em fevereiro. Não obstante, a administração conseguiu outras medidas, como o fim do estatuto temporário de refugiados para centenas de milhares de haitianos e a possibilidade de rejeitar solicitações de asilo na fronteira.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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