Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em direção ao mar
Os lançamentos ocorreram depois que Coreia do Norte rejeitasse uma resolução do Organismo Internacional de Energia Atómica (OIEA) que condena o desenvolvimento de seu programa nuclear.
O Estado-Maior Conjunto sul-coreano informou em comunicado inicial que detectou "um míssil balístico lançado da região de Wonsan, na Coreia do Norte, por volta das 15h00 (06h00 GMT) em direção" ao mar do Leste, denominação no país para o mar do Japão.
Esse projétil percorreu "aproximadamente 450 quilômetros", precisou o exército.
"Nosso exército detectou além disso um míssil balístico de curto alcance, lançado da região de Wonsan, na Coreia do Norte", por volta das 17h50 (08h50 GMT), indicou posteriormente o mesmo organismo ao detectar o segundo projétil, que percorreu "mais de 600 quilômetros".
Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão haviam "trocado informações de forma estreita" sobre o primeiro míssil, acrescentou a mesma fonte.
O Gabinete de Segurança Nacional da presidência sul-coreana convocou uma reunião de emergência após o primeiro lançamento para examinar a resposta que deveria ser adotada e avaliar seu impacto sobre a segurança nacional, informou a presidência.
O governo sul-coreano exortou Pyongyang a "cessar imediatamente" seus lançamentos de mísseis balísticos e qualificou a ação como um ato "grave" que viola as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Por sua parte, o Japão apresentou uma "vigorosa protesta" ante Coreia do Norte e denunciou uma ameaça para a paz e a segurança regionais, segundo a agência japonesa Kyodo, que citou o governo.
O Ministério de Relações Exteriores norte-coreano rejeitou no sábado a resolução da agência da ONU sobre seu programa nuclear, em comunicado divulgado no sábado pela agência oficial.
A Chancelaria afirmou que a resolução "não tem nenhum efeito" e é "ilegal", dado que o país não é membro do OIEA.
Uma semana antes, Pyongyang havia lançado vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar.
Esses lançamentos ocorreram um dia depois da conclusão de manobras militares realizadas na região por Seul, Washington e Tóquio, e denunciadas pela Coreia do Norte.
Coreia do Norte realizou sua primeira prova nuclear em 2006 e desde então desenvolveu uma ampla gama de mísseis balísticos. Seu status de potência nuclear figura em sua Constituição desde 2023.
Sob duras sanções das Nações Unidas, o país não voltou à mesa de negociações sobre seu programa nuclear desde o fracasso, em 2019, de uma segunda cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente estadounidense, Donald Trump.
A influente irmã do dirigente norte-coreano, Kim Yo Jong, qualificou na quinta-feira de "idiotas" quem exige que seu país abandone seu arsenal nuclear.
Em agosto, Trump afirmou que Coreia do Norte possuía 57 armas nucleares "muito poderosas", enquanto Coreia do Sul estimou a cifra entre 80 e 120.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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