Convocam a novo diálogo na Bolívia para resolver crise de bloqueios
Convocatória a diálogo
O Legislativo da Bolívia, a Igreja Católica e outros mediadores convocaram uma nova tentativa de diálogo entre o Governo e os setores que protestam. A convocatória foi emitida pela oficina do vice-presidente do país e titular da Assembleia Legislativa, Edmand Lara, em coordenação com a Igreja Católica e a Defensoria do Povo.
O diálogo está programado para este domingo à tarde no Seminário San Jerônimo, em La Paz. O convite indica que se espera a participação do presidente do país, Rodrigo Paz; da Central Obrera Boliviana (COB); da Confederação de Mulheres Campesinas 'Bartolina Sisa'; da Federação Departamental de Campesinos de La Paz 'Tupac Katari' e outras organizações envolvidas nas protestas.
O comunicado enfatiza que
a Bolívia atravessa momentos que exigem responsabilidade, desprendimento e compromisso com a paz. A ausência de diálogo apenas aprofunda as diferenças e adia as soluções que o povo boliviano demanda.
Contexto das protestas
Os bloqueios de estradas iniciados há 25 dias ocasionaram desabastecimento de alimentos e combustível no país. Os campesinos de La Paz, a COB e outras organizações exigem a revisão de políticas governamentais, enquanto acusam o Governo de incumprimento de promessas.
Dirigentes sindicais foram acusados de delitos em relação às protestas, que resultaram em enfrentamentos com a Polícia e distúrbios. Contudo, as ordens de captura contra alguns líderes foram anuladas na sexta-feira por ordem de um juizado de La Paz.
A comissão de diálogo se reuniu previamente com ministros, embora não tenha contado com a participação de representantes da COB nem de sindicatos campesinos nessas ocasiões. A COB suspendeu uma reunião sobre sua participação no diálogo, deixando a decisão nas mãos de suas bases.
Impacto na população
La Paz e El Alto são as cidades mais afetadas pelos bloqueios de estradas iniciados em 6 de maio. Foram reportados problemas de desabastecimento de alimentos, cujos preços se incrementaram, além da falta de combustíveis, medicamentos e oxigênio medicinal.
Os bloqueios de rotas se estenderam desde a semana passada para as regiões de Oruro, Potosí, Cochabamba, Chuquisaca e Santa Cruz. Este sábado superavam os 90 em todo o país, segundo reportes do Governo.
O Ministério da Saúde distribuiu cilindros de oxigênio medicinal a hospitais de La Paz e El Alto, mas descreveu a medida como de caráter paliativo e insistiu em pedir aos manifestantes que permitam a passagem de caminhões que transportam esse insumo essencial.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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