Construtora culpa chuvas intensas pelo atraso de obras no Alto Chaco
Uma das empresas adjudicadas para o conserto de caminhos no Alto Paraguai atribuiu às intensas precipitações – registradas em março e abril – a impossibilidade de avançar com a execução de obras que estavam previstas na zona.
O Eng. Miguel Ángel Chávez Hausmann, proprietário da firma que leva seu sobrenome, referiu que atualmente os caminhos seguem sob água e o solo permanece demasiado úmido para realizar cargas de terraplém.
Chávez Hausmann é a empresa contratada pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) para executar trabalhos de reparação viária no décimo sexto departamento.
O contratista assegurou que as intensas precipitações registradas em março e abril afetaram seriamente a possibilidade de executar as obras previstas. Segundo indicou, atualmente os caminhos seguem sob água e o solo permanece demasiado úmido para realizar cargas de terraplém.
Favorável. Uma vez que a lama seque, apenas então poderão voltar as máquinas à pista para executar as melhorias pertinentes que, da mesma forma, são soluções temporárias.
"Temos maquinaria e pessoal na zona, mas não podemos operar porque não há solo seco para trabalhar", explicou.
Acrescentou que os equipamentos permanecem apostados perto do acesso a Puerto Casado, onde, segundo detalhou, contam com tratores, motoniveladoras, pá carregadeira e outros implementos esperando melhores condições climáticas.
Também ressaltou que manter os equipamentos inativos gera custos elevados para a empresa.
"Há que pagar operadores, viáticos e manter as máquinas, mas enquanto não executemos metros cúbicos de terraplém, não cobramos nada", sustentou.
Diante das expressões de alguns moradores que qualificaram a firma como uma "empresa fantasma", Chávez Hausmann rejeitou as acusações e sustentou que a magnitude das obras contratadas não requer um desdobramento massivo de maquinaria. "Não podemos levar 20 máquinas para um trabalho de volumes mínimos. Talvez isso faça as pessoas pensarem que não estamos trabalhando", expressou.
Disse que a intenção do MOPC é manter as empresas contratistas durante oito meses na zona para responder a emergências e reparações graduais conforme surjam novos danos.
"Sabemos pelo que a população está sofrendo e entendemos a situação. Vamos reforçar o equipamento para reparar primeiro os pontos críticos e depois avançar com a conformação de terraplém comprometida", anunciou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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