Comissões do Senado aprovam projeto de varas especializadas em violência contra mulheres
Parecer favorável das comissões
O projeto de lei que cria varas e tribunais especializados para atender casos de violência contra mulheres conta com parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos. Os senadores analisarão a proposta legislativa em sessão ordinária.
Durante a sessão desta terça-feira, os integrantes da comissão examinaram o projeto de lei que cria varas e tribunais especializados em matéria de violência contra mulheres, apresentado por vários senadores. A iniciativa busca fortalecer a proteção judicial das mulheres vítimas de violência mediante uma atenção especializada.
A Comissão de Equidade e Gênero também emitiu parecer favorável com modificações ao projeto, sinalizando que se busca facilitar o acesso à Justiça e evitar a revitimização.
Fortalecimento da proteção integral
A proposta foi apresentada por senadores de diferentes bancadas e aponta para fortalecer a aplicação da Lei N.º 5777/16, "De proteção integral às mulheres, contra toda forma de violência", mediante uma jurisdição especializada que ofereça uma resposta judicial mais efetiva e oportuna.
Segundo os fundamentos da proposta, os casos de violência contra mulheres podem ser processados ante varas de Paz e de Primeira Instância de distintas competências, conforme sua natureza. Esta distribuição de competências pode gerar a intervenção de várias instâncias, resoluções divergentes e dificuldades para acessar oportunamente medidas de proteção.
Estrutura das varas especializadas
Ante esta situação, o projeto propõe criar varas de Primeira Instância e tribunais especializados para conhecer e resolver processos relacionados com a violência contra a mulher.
Algumas das atribuições previstas na lei incluem a aplicação de medidas de proteção, bem como o julgamento e a sanção de fatos puníveis vinculados com as distintas formas de violência contra mulheres, tanto em âmbitos públicos quanto privados, conforme as disposições legais correspondentes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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