Comissão de Assuntos Constitucionais recomenda rejeitar projeto sobre prisão permanente revisável
Parecer de rejeição à iniciativa legislativa
A Comissão de Assuntos Constitucionais da Câmara de Deputados emitiu um parecer recomendando a rejeição da modificação do Código Penal para incorporar a figura da prisão permanente revisável.
A iniciativa impulsionada pelo deputado Rubén Rubin busca estabelecer medidas de tolerância zero contra a delinquência e o crime, com enfoque na proteção da cidadania.
Fundamentos da análise constitucional
Após examinar a proposta e analisar suas implicações jurídicas e constitucionais, a comissão apontou que o projeto poderia entrar em contradição com o artigo 20 da Constituição Nacional, que estabelece que as penas devem ter como finalidade a readaptação das pessoas condenadas e a proteção da sociedade.
O parecer adverte ainda possíveis incompatibilidades com princípios fundamentais contemplados na Carta Magna, especificamente:
- Dignidade humana (artigo 1)
- Proporcionalidade das penas (artigo 4)
- Proibição de sanções cruéis ou degradantes (artigo 5)
Preocupações sobre coerência legislativa
A análise jurídica também adverte que a incorporação da prisão permanente revisável, juntamente com as modificações e ampliações propostas para numerosos artigos do Código Penal, poderia gerar desarticulação e falta de coerência no sistema de sanções.
A comissão considera que uma reforma dessa natureza deve observar critérios de técnica legislativa, segurança jurídica e respeito ao equilíbrio constitucional entre a proteção da cidadania e a finalidade de readaptação social das pessoas condenadas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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