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Internacional

CIA alertou sobre ameaça de ataques aéreos anos antes de 11 de setembro

12/09/2026 18:00 4 min lectura 163 visualizações

Advertências de inteligência desclassificadas

A CIA alertou de maneira sustentada à Casa Branca sobre a ameaça que representavam a Al Qaeda e seu líder, Osama bin Laden, para os Estados Unidos, incluindo possíveis atentados com aviões, segundo documentos desclassificados recentemente por ocasião do 25º aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001. Porém, a agência não predisse a magnitude específica dos ataques ocorridos naquele dia.

A agência publicou parcialmente 71 informes de inteligência elaborados para os presidentes entre 13 de fevereiro de 1998 e 12 de setembro de 2001, durante as administrações do democrata Bill Clinton e do republicano George W. Bush. Esta divulgação foi descrita como o maior exercício de transparência sobre o 11-S.

Conteúdo dos documentos

Em um dos documentos, datado de 10 de setembro de 1998, três anos antes dos atentados, um analista de inteligência escreveu que o grupo terrorista "poderia estrelhar um avião carregado com explosivos contra uma cidade dos Estados Unidos".

Outro documento, de 4 de dezembro de 1998, registrava informações segundo as quais "Bin Laden e seus aliados se preparavam para atacar os Estados Unidos mediante o sequestro de aviões".

Análise de comissões de investigação

Os documentos reforçam as conclusões da comissão nacional que investigou os atentados. Em seu relatório de 2004, a comissão assinalou que as agências de inteligência haviam alertado de forma reiterada sobre a ameaça da Al Qaeda, mas não conseguiram compreender a magnitude nem a natureza precisa do ataque que o grupo preparava.

Em consequência dos atentados, os Estados Unidos reorganizaram sua arquitetura de segurança nacional para integrar o trabalho da CIA, do FBI e de outros organismos, que até então não compartilhavam informações entre si.

Declarações oficiais

O atual diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou em um comunicado que a desclassificação busca "honrar a memória" das vítimas dos atentados e dos norte-americanos que posteriormente morreram na luta contra o terrorismo.

Os atentados da Al Qaeda contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, em Washington desencadearam a chamada 'guerra contra o terrorismo', assim como a invasão norte-americana do Afeganistão.

Comemoração em Nova York

Nova York recordou as quase 3.000 vítimas dos atentados do 11-S com sua cerimônia tradicional na Zona Zero, 25 anos depois dos ataques. O ato foi marcado pela presença de todos os ex-presidentes norte-americanos vivos e contou com a participação de famílias das vítimas, para as quais a passagem do tempo não diminuiu o impacto emocional dos eventos.

No início da manhã, os familiares se congregaram ao redor das duas fontes que ocupam o lugar onde se erguiam as Torres Gêmeas para ler os nomes dos falecidos nos atentados.

Os momentos de silêncio coincidiram com as horas em que os aviões impactaram contra as torres e o Pentágono, desabaram os edifícios e caiu o voo 93 na Pensilvânia, além de recordar pela primeira vez aqueles que morreram posteriormente por doenças relacionadas ao 11-S.

Participantes da cerimônia

O ato contou com a participação dos ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, além do vice-presidente JD Vance e do prefeito nova-iorquino, Zohran Mamdani.

Compareceram também a ex-secretária de Estado Hillary Clinton; a ex-primeira-dama Michelle Obama; a governadora de Nova York, Kathy Hochul; o embaixador norte-americano ante a ONU, Mike Waltz, e a procuradora-geral do estado, Letitia James.

Donald Trump compareceu aos atos do aniversário no Pentágono, na Virgínia, onde naquele dia de setembro de 2001 impactou um terceiro avião e morreram 184 pessoas.

O quarto avião caiu em um campo da Pensilvânia após uma resistência dos passageiros.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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