Che Róga Porã amplia possibilidades de acesso à moradia para diversos núcleos familiares
Flexibilidade na composição do núcleo familiar
O programa habitacional Che Róga Porã do Ministério de Urbanismo, Moradia e Habitat (MUVH) permite que integrantes do núcleo familiar somem seus ingressos para fortalecer seu perfil creditício ao momento de solicitar um crédito para a moradia. Não se limita a casamentos, mas inclui outras configurações familiares.
Segundo explicou o vice-ministro de Moradia e Infraestrutura, Víctor Villasboa, podem participar hermanos, pais e filhos, avós, casais casados e casais em união de fato. O requisito fundamental é que o perfil creditício e o nível de endividamento permitam a aprovação do empréstimo.
Casos de sucesso em diferentes estruturas familiares
Recentemente, os hermanos Christian e Cyndi Monnin acessaram uma moradia em San Lorenzo através do programa. Ao somar seus salários mínimos, obtiveram um crédito de G. 340 milhões com uma parcela fixa de G. 2.500.000 e prazo de até 30 anos. Este caso reflete uma tendência crescente em que famílias com distintas estruturas aproveitam a possibilidade de unir ingressos para acessar a moradia própria.
De acordo com Villasboa, os casos de hermanos, pais e filhos são cada vez mais frequentes entre os beneficiários do programa, não se limitando unicamente a casais jovens.
Definição da titularidade do empréstimo
Quando vários integrantes do núcleo familiar somam seus ingressos, o empréstimo tem um único tomador, quem é o titular da propriedade. O vice-ministro ilustrou esta situação com um exemplo: se uma pessoa tem ingressos de 4 salários mínimos e sua parceira ganha 2 salários mínimos, em conjunto alcançam 6 salários mínimos. A pessoa com maior ingresso é quem figura como tomador do empréstimo.
Ampliação de montos e segmentos de acesso
A nova versão de Che Róga Porã incrementa significativamente os montos disponíveis para financiamento. Fora de Assunção, o crédito aumenta de G. 609 milhões para G. 652 milhões com uma taxa de juros de 9,9% e prazos de 20 a 30 anos.
O programa também amplia o segmento de acesso familiar, que anteriormente se limitava a 6 salários mínimos (G. 18.264.000). Agora se estende até 9 salários mínimos (G. 27.396.000), permitindo que famílias com maiores ingressos acessem o crédito.
Ajustes para o Departamento Central
No caso de Assunção e do Departamento Central, incluindo a Presidente Hayes, o monto financiável se amplia de G. 725 milhões para G. 792 milhões, mantendo-se a taxa preferencial de 9,9%.
As parcelas mensais se ajustam segundo o ingresso de até 9 salários mínimos e permitem prazos de até 30 anos, o que resulta em parcelas mais acessíveis distribuídas em períodos mais extensos.
Simulação de parcelas disponíveis
O cotizador de parcelas oferece diversas opções segundo o monto do crédito e o prazo escolhido. Para um crédito de G. 100 milhões a 30 anos, a parcela mensal é de G. 870.191. Para um empréstimo de G. 792 milhões no mesmo prazo, alcança G. 6.935.422.
Para um crédito de G. 200 milhões, a parcela mensal é de G. 1.740.382 se se opta por 30 anos, ou G. 1.916.811 se se escolhe 20 anos.
Categoria para famílias de menor ingresso
Che Róga Porã 2.0 está destinada a famílias com ingressos de 1 a 6 salários mínimos. Oferece uma taxa de juros mais baixa de 6,5%, com um limite de crédito de até G. 652 milhões e prazos de 20 a 30 anos, facilitando o acesso à moradia para setores de menores ingressos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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