Che Róga Porã 3.0: Ampliam créditos e taxas
O Ministério de Urbanismo, Habitação e Habitat ultima detalhes para o lançamento da terceira versão do programa Che Róga Porã, que trará melhorias significativas nas condições de acesso ao crédito hipotecário para famílias paraguaias. A iniciativa será apresentada oficialmente durante as celebrações do segundo aniversário da política habitacional.
Entre as mudanças mais relevantes destaca-se o incremento dos montos máximos de financiamento, uma medida que responde diretamente ao aumento sustentado de custos na indústria da construção. Materiais de obra, serviços de mão de obra e valores de terrenos experimentaram incrementos significativos tanto na capital quanto em cidades do interior, o que tornava necessário ajustar os limites creditícios.
Novos segmentos e beneficiários
A versão 3.0 incorporará um novo segmento populacional: famílias com rendas mensais entre 6 e 9 salários mínimos. Embora este grupo não aceda à taxa histórica de 6,5% que caracteriza o programa, receberá condições financeiras mais competitivas que as disponíveis atualmente no mercado imobiliário privado.
Outra inovação importante é a criação de uma linha de crédito especificamente elaborada para empresas desenvolvedoras. Esta medida busca dinamizar a oferta de habitações novas no mercado, fomentando a participação ativa de construtoras na solução do déficit habitacional nacional.
Números e projeções
Os dados atuais do programa são animadores. Foram aprovados mais de 5.600 créditos, com investimento aproximado de 230 milhões de dólares. O ecossistema que respalda a iniciativa inclui mais de 500 desenvolvedoras imobiliárias e 33 entidades financeiras participantes.
As autoridades assinalaram que o modelo paraguaio de parcelas fixas a longo prazo gerou interesse na região, posicionando o país como referência em matéria de política habitacional. Especialistas internacionais analisam a estrutura do programa como caso de estudo.
No que diz respeito ao desafio habitacional nacional, estima-se que existe um déficit de aproximadamente um milhão de habitações. Porém, grande parte desta lacuna corresponde a necessidades de melhoramento ou ampliação de estruturas existentes, mais que a construções completamente novas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do EstateNews Paraguay.
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