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Cem anos de Marilyn Monroe: seu legado no cinema e aspectos menos conhecidos de sua vida

28/05/2026 10:45 3 min lectura 7 visualizações
Cien años de Marilyn Monroe: su legado en el cine y aspectos menos conocidos de su vida

Uma vida marcada pela complexidade

Marilyn Monroe, nascida como Norma Jeane em 1º de junho de 1926, deixou um legado que transcende os papéis estereotipados com os quais foi identificada durante sua carreira cinematográfica. Embora tenha morrido aos 36 anos, sua influência na indústria do cinema persiste mais de seis décadas depois, inspirando exposições, livros e análises sobre sua vida e carreira.

O vínculo com o México

Um aspecto menos conhecido da vida de Monroe é sua conexão com o México. Sua mãe, Gladys Pearl Baker, nasceu em 1902 em Piedras Negras, estado de Coahuila, cidade para onde seus avós haviam se trasladado do meio-oeste norte-americano na década de 1890.

Baker estabeleceu-se posteriormente em Los Angeles, onde trabalhava nos estúdios de Hollywood como cortadora de negativos de filme. Durante a infância de Norma Jeane, ensinou-lhe espanhol e incutiu nela o interesse pela cultura mexicana.

Já consolidada sua carreira, Monroe viajava frequentemente ao México em busca de descanso das pressões de Hollywood. Visitou Cidade do México, Ciudad Juárez, Acapulco e Baja Califórnia, onde se relacionava com artistas e cineastas mexicanos. Desenvolveu um genuíno interesse pela arte, culinária e cultura do país, decorando sua casa com móveis mexicanos de estilo espanhol.

Embora falasse espanhol com fluência, os estúdios de cinema a desestimulavam de fazê-lo publicamente, temendo que afetasse sua imagem de «garota da Califórnia». Em uma de suas viagens ao México, quando lhe perguntaram em espanhol se poderia se apaixonar por um ator mexicano, ela respondeu no mesmo idioma: «E por que ator? Com um mexicano basta!».

Monroe teve um romance com o escritor e produtor mexicano José Bolaños, quem a acompanhava em eventos públicos como a gala do Globo de Ouro de 1962.

Uma empresária pioneira

Em 1955, Monroe tomou uma decisão audaz e pioneira para uma atriz no Hollywood dos anos 50. Cansada dos papéis estereotipados que lhe oferecia o estúdio 20th Century Fox, decidiu criar sua própria produtora: Marilyn Monroe Productions (MMP).

Fundou-a em associação com o fotógrafo Milton Greene com o objetivo de ganhar autonomia artística e transformar sua imagem pública. O projeto buscava que Monroe pudesse escolher seus próprios projetos, negociar melhores contratos e escapar dos personagens que a haviam levado à fama mas que a mantinham em papéis limitados.

Monroe estava determinada a superar o encasillamento como «loura burra» e a receber compensação equitativa em comparação com seus coprotagônistas. Em 1954 rompeu com o estúdio e mudou-se para Nova York, onde anunciou a criação da MMP, tornando-se a segunda mulher na história do cinema a fundar uma produtora própria, depois da canadense Mary Pickford.

Embora essa aventura empresarial não tenha perdurado indefinidamente, representou um marco importante na luta das mulheres pela autonomia e equidade na indústria cinematográfica.

Um legado duradouro

A vida de Marilyn Monroe revela uma pessoa muito mais complexa que o personagem que sorria sob os holofotes. Suas iniciativas empresariais, sua conexão cultural com o México e sua determinação em controlar sua própria carreira a posicionam como uma figura inovadora que desafiou as limitações impostas às mulheres em Hollywood durante o século XX.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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