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Céline Dion retorna aos palcos em Paris após seis anos de ausência

A cantora francocanadiense se apresenta para 30 mil espectadores na Plenitude Arena

13/09/2026 20:00 3 min lectura 212 visualizações

Céline Dion protagonizou um retorno emocionante aos palcos em Paris, oferecendo seu primeiro concerto completo em seis anos diante de uma multidão de 30 mil espectadores na Plenitude Arena.

"Há algo que posso dizer em duas palavras: estou bem. Aprendi a viver com essa fragilidade, de tanto tê-la perto domestiquei-a e decidi convertê-la na força para viver", expressou a estrela francocanadiense durante sua apresentação.

A artista de 58 anos abriu o recital com sua balada em francês On ne change pas (Ninguém muda) dos anos 90, visivelmente emocionada. Com lágrimas nos olhos durante a primeira música, Dion se dirigiu ao público com palavras de gratidão: "Estas são, é claro, lágrimas de alegria. Estou encantadíssima de vê-los".

Um caminho rumo à recuperação

A cantora revelou no final de 2022 um diagnóstico de síndrome da pessoa rígida, uma doença autoimune que pode provocar rigidez muscular extrema, espasmos dolorosos e cãibras intensas. Seu retorno ao palco representa uma recuperação extraordinária após os desafios que enfrentou.

"O caminho foi mais acidentado do que esperado", compartilhou Dion com seu público em inglês e francês. "Mas me aferrei a um tênue raio de luz à distância, no fundo das montanhas. Esta noite quero cantar para você, cantar para mim, cantar pela vida".

A intérprete de My Heart Will Go On havia suspendido sua turnê que começou em 2019, afetada primeiro pela pandemia da Covid-19 e posteriormente pela deterioração de sua saúde.

Uma celebração global

O evento reuniu admiradores da artista de diferentes partes do mundo. A multidão, composta em grande parte por mulheres, exibia brilhos, vestidos e blusas com lantejoulas, camisetas estampadas com a imagem da estrela e referências a seus maiores sucessos.

Elisabeth Landry, uma quebequense de 38 anos procedente de perto de Charlemagne, cidade natal de Dion, expressou seu entusiasmo: "É incrível estar aqui! Estava convencida de que não a veríamos mais, especialmente em uma série de concertos como este".

Paris se preparou para receber Dion com diversos eventos relacionados. Durante vários dias, a cidade foi cenário de concursos de fantasias, gigantescos karaoquês e cruzeiros homenagem pelo Sena. Foram reportados assistentes de lugares tão distantes quanto a ilha do Taiti, na Polinésia Francesa.

Na sexta-feira anterior ao concerto, o icônico caldeirão se elevou sobre o Jardim das Tulherias, evocando a aparição de Dion na Torre Eiffel durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando cantou o Hymne à l'amour de Édith Piaf.

Expectativas econômicas e apresentações futuras

Chloe e Katy Rydquist, fãs da artista, pagaram aproximadamente USD 2.000 por seus ingressos, considerando que o valor era justificado. "É uma lenda, é um ícone", afirmou Chloe Rydquist. "Quando soubemos que voltaria aos palcos, nos dissemos que tínhamos que estar aqui para a primeira noite".

Projeta-se que a residência da estrela gerará centenas de milhões de euros em benefícios. A turnê compreende 26 datas com 16 concertos esgotados programados para setembro e outubro, antes de retornar para outros 10 em maio.

Desde sua hospedagem no hotel Royal Monceau, Dion teve encontros com seus seguidores, compartilhando momentos em que cantou e dançou com eles.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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