Quarta, 01 de Julho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Política

Celeste denuncia exclusão da oposição e Chase responde que os cargos "não se regalam"

01/07/2026 17:01 3 min lectura 16 visualizações
Celeste denuncia exclusión de la oposición y Chase responde que los cargos "no se regalan"

A senadora liberal Celeste Amarilla abriu sua intervenção citando o pensador francês Alexis de Tocqueville e sua obra "A democracia na América". Lembrou que o autor considerava a democracia "útil e necessária", mas advertia que seu maior desafio era sustentá-la na prática e evitar cair no individualismo e no despotismo.

A partir dessa reflexão, a legisladora questionou o manejo das maiorias no Senado e afirmou que o oficialismo prega a democracia, mas não a aplica ao distribuir os espaços de representação.

"Em democracia os espaços sim se cedem", sustentou, em resposta direta à frase repetida do senador colorado oficialista Natalicio Chase, líder da bancada cartista no Senado, de que "os espaços em política não se cedem". Segundo Amarilla, a bancada oficialista não consultou o PLRA para a designação de representantes ante o Jurado de Julgamento de Magistrados (JEM) e o Conselho da Magistratura (CM), e acusou o oficialismo de incorporar "liberais alugados" para aparentar pluralidade, em alusão ao liberocartista Édgar López, que foi reeleito como representante ante o CM.

A senadora anunciou ainda a apresentação de candidaturas testemunhais com o objetivo de deixar constância da posição do PLRA e afirmou que busca demonstrar aos filiados liberais que ainda existem dirigentes que defendem a representação partidária dentro do Congresso.

Leia mais: Cartismo no Senado ratifica seu preenchimento no JEM e CM

Em resposta, Chase rejeitou as críticas e sinalizou que a Constituição Nacional e a legislação vigente não estabelecem que determinados cargos devam ser cedidos à oposição. Indicou que a conformação da terna para a Controladoria Geral da República (CGR) deve se ajustar exclusivamente ao procedimento legal.

O senador sustentou que a composição das bancadas reflete a vontade popular expressa nas urnas e defendeu que as decisões do Senado respondam a essa representação. "Os espaços se conquistam, se defendem e se exercem, não se regalam ou se não vamos colocar à consideração do povo paraguaio os acordos que se podem levar adiante sem representação popular e não vamos levar adiante a representação popular que temos neste Senado nós os senadores", sinalizou.

Leia mais: Encerramento de candidaturas para a Controladoria deixa um total de 49 aspirantes

Argumentou que a democracia representativa se expressa na correlação de forças surgida das eleições e considerou que qualquer acordo para distribuir cargos deve ser fruto de uma negociação política e não de uma imposição baseada unicamente na condição de minoria. "Cedê-lo por medo do conflito, por desejo de harmonia ou por cálculo a curto prazo normalmente termina mal", asseverou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.