Caso Tía Chela: fiscal Silvio Corbeta adverte que Miguel Prieto ameaça testemunhas-chave
O fiscal Silvio Corbeta denunciou as ameaças "desnecessárias" do ex-intendente destituído de Ciudad del Este, Miguel Prieto, contra testemunhas e denunciantes de irregularidades durante sua administração municipal.
Corbeta integra a equipe do Ministério Público que encabeza o julgamento oral e público no caso Tía Chela. Neste processo judicial encontra-se acusado o ex-intendente de Ciudad del Este, Miguel Prieto, junto com outras pessoas.
O fiscal fez referência às declarações de Prieto contra o ex-vereador Celso "Kelembú" Miranda, que realizou várias denúncias contra ele, anunciando que o processará por denúncia falsa no caso de uma suposta superfaturação na licitação da usina asfáltica municipal, que finalmente foi desestimada.
"Ameaça-se a testemunha que virá a declarar, neste caso, o senhor Celso Miranda de forma desnecessária porque graças a ele foi que se evitou esse prejuízo patrimonial, e foi porque justamente não se chegou a pagar", disse o fiscal à imprensa.
Recordou que não é por um trabalho, nem por uma gestão que realizou o acusado, "é por um trabalho da fiscalía que justamente não houve pagamento e ao não haver pagamento não houve um prejuízo patrimonial", referiu o fiscal.
Neste sentido, indicou que não se trata de uma clara ameaça, e não somente contra Miranda, mas que também ameaçou o diretor da Direção Nacional de Ingressos Tributários (Dnit) Óscar Orué e outras testemunhas que são "testemunhas transcendentais" para o julgamento. Acrescentou que a atitude ameaçadora do ex-intendente inclusive pode ser sancionada pelo Tribunal.
"Isso poderíamos deixar à consideração do Tribunal, mas são ameaças que se fazem às testemunhas que virão a declarar contra, podem-se tomar certas medidas disciplinares, inclusive pode ser motivo de uma revogação de liberdade, mas nós igual vamos continuar litigando, vamos nos manter dentro da margem e vamos evitar qualquer tipo de vitimização como costuma realizar este senhor", referiu.
A desestimação
O fiscal Corbeta explicou que o caso de desestimação já se deu no mês de agosto deste ano solicitada já em março pelos próprios fiscais investigadores, e que não se trata de um fato novo como instalou Prieto semanas atrás. Indicou que esta desestimação inclusive se deu pela colaboração do ex-vereador Miranda.
"A desestimação foi justamente porque não houve o pagamento à empresa contratada e a empresa contratada e selecionada pelo intendente Miguel Prieto, foi a empresa mais cara, então, quando se realizou a denúncia ante a Fiscalía, as demais empresas fornecedoras fizeram seu protesto correspondente ante a Direção Nacional de Contratações Públicas e isso evitou que a municipalidade pagasse pelo mesmo serviço muito mais caro e essa foi a denúncia", sentenciou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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