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Carcaças mais pesadas: Simeone afirma que é possível produzir animais de 350 quilos e apresenta desafio para toda a cadeia

Especialista uruguaio defende que aumentar o peso final dos novilhos é viável com estratégias adequadas de alimentação e manejo

15/06/2026 03:45 3 min lectura 9 visualizações
Carcasas más pesadas: Simeone afirma que es posible producir animales de 350 kilos y plantea un desafío para toda la cadena

A busca por animais mais pesados para abate transformou-se em um dos principais desafios da pecuária regional. Frigoríficos do Uruguai, Paraguai, Brasil e Argentina concordam que aumentar o peso de carcaça permite melhorar a eficiência industrial, gerar mais volume de carne por animal processado e responder a mercados cada vez mais exigentes em qualidade e rendimento.

Nesse contexto, o engenheiro agrônomo Álvaro Simeone, professor da Faculdade de Agronomia do Uruguai e diretor da Unidade de Produção Intensiva de Carne (UPIC), sustentou que é perfeitamente viável produzir carcaças de 350 quilos, desde que sejam adotadas estratégias adequadas de alimentação e manejo.

Entrevistado por Agro del Sur, o especialista apontou que existe uma ampla margem para incrementar o peso final dos animais aproveitando o potencial genético que os rebanhos já possuem. Segundo explicou, um novilho jovem que ingressa em um sistema de terminação com entre 280 e 300 quilos pode transformar-se em um animal de aproximadamente 600 quilos vivos e gerar uma carcaça próxima aos 350 quilos mediante o uso de ferramentas nutricionais e de manejo adequadas.

A discussão adquire especial relevância em momentos em que distintos referentes da indústria frigorífica vêm apresentando a necessidade de produzir animais mais pesados para maximizar a produção de carne e reduzir custos de processamento por unidade abatida.

Cada animal que chega com mais quilos de carcaça permite distribuir melhor os custos fixos da indústria e melhorar a eficiência de toda a cadeia.

Contudo, Simeone advertiu que alcançar esse objetivo não depende unicamente da etapa de terminação. O técnico considera que o trabalho deve começar desde as primeiras etapas de vida do bezerro, construindo animais com maiores taxas de crescimento e melhor desenvolvimento durante todo o ciclo produtivo.

A proposta encontra ressonância no Paraguai, onde várias indústrias exportadoras começaram a transmitir sinais similares ao setor produtivo. Em um contexto de forte demanda internacional por carne bovina e com mercados que valorizam cortes de maior tamanho e uniformidade, a produção de animais mais pesados surge como uma das vias para incrementar a produção sem necessidade de aumentar significativamente o rebanho.

Ao mesmo tempo, permite ao produtor encontrar melhores retornos econômicos para aumentar a margem ou ter uma relação mais equilibrada na busca de reposição.

Além disso, o aumento do peso de abate permitiria gerar mais quilos de carne por animal enviado à planta, melhorando a produtividade do sistema e fortalecendo a competitividade da cadeia carnícia paraguaia frente a outros grandes exportadores da região.

Para Simeone, o desafio não passa necessariamente por modificar a base genética dos rebanhos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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