Capeco destaca o interesse dos Emirados Árabes na produção agrícola paraguaia
Oportunidades comerciais com Emirados Árabes
A Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereales e Oleaginosas (Capeco) destacou o crescente interesse de compradores e investidores dos Emirados Árabes Unidos (EAU) na produção agroexportadora paraguaia, durante o Encontro de Líderes Empresariais Paraguai–EAU.
O sindicato informou que se reuniu com potenciais investidores, que demonstraram considerável interesse em produtos como soja, alfalfa, milho, arroz e leite em pó, assim como em concretizar joint ventures com cooperativas para a produção sob leasing.
O evento se desenvolveu no marco da visita do ministro de Comércio Exterior emiratí, Thani Ahmed Alzeyoudi, e reuniu representantes do setor privado de ambos os países, com especial enfoque na busca de oportunidades comerciais e investimento no ramo agroalimentar.
Na oportunidade, foram realizados encontros com compradores de ração animal, cereais, oleaginosas e outros rubros alimentícios, destacou o sindicato.
Projeções do USDA para a campanha 2026/27
Capeco também informou sobre as projeções mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que mostram perspectivas diferenciadas para os principais grãos na campanha 2026/27.
Para a soja, estima-se uma produção mundial de 441,3 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 2,8% com respeito à campanha 2025/26. O crescimento estaria impulsionado principalmente por maiores colheitas no Brasil, Estados Unidos e Argentina.
Também, o USDA projetou que o consumo totalizará 440,8 milhões de toneladas, com um aumento de 3,0% com relação ao ciclo anterior. As exportações atingiriam 189,2 milhões de toneladas, volume 1,3% superior ao registrado na campanha prévia.
De acordo com o USDA, Estados Unidos incrementaria seus embarques, enquanto na América do Sul se observariam ajustes contrapostos, com menores exportações desde Argentina e Paraguai, parcialmente compensadas por maiores vendas externas do Brasil e Uruguai, ressaltaram da entidade.
Neste contexto, os estoques finais se reduziriam levemente até 124,9 milhões de toneladas, o que equivale a uma queda de 0,5%, devido fundamentalmente a menores inventários nos Estados Unidos e Brasil.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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