Capaco e Cavialpa somam-se ao rejeição da regulamentação do factoring
A Câmara Paraguaia da Construção (Capaco) manifestou sua firme rejeição à proposta de factoring (cessão de dívidas) apresentada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), argumentando que o mecanismo transfere o custo financeiro do atraso estatal diretamente ao setor privado.
Desde o sindicato patronal apontaram que as empresas, após terem cumprido com a execução das obras, veem-se obrigadas a assumir descontos econômicos para poder receber os fundos que o Estado lhes deve, o que consideram uma medida profundamente injusta.
A postura do sindicato que aglutina a maioria das Pequenas e Médias empresas do setor vai de encontro à da Câmara de Representantes e Importadores de Produtos Farmacêuticos, de Higiene Pessoal, Domissanitários e Afins (Cripfa), que manifestaram sua insatisfação com as disposições que, por um lado, limitam rubricas e, por outro, não se responsabilizam pelos juros.
Entre os pontos mais críticos questionados por Capaco encontra-se a exigência de renunciar a direitos contratuais e legais vigentes, especificamente os juros por mora, como condição para acessar o recebimento das planilhas. O sindicato qualificou esta alternativa como inequitativa, advertindo que enquanto o setor público adia seus compromissos de pagamento por até três anos, as empresas construtoras devem absorver um impacto financeiro imediato.
Igualmente, a nucleação empresarial alertou que aceitar estas condições consolida uma carga desigual para quem já financiou as obras públicas em seu momento, estabelecendo um precedente nefasto para a segurança jurídica e os futuros contratos com o Estado.
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Embora o sindicato tenha enfatizado que a regularização da dívida é uma necessidade urgente para a sustentação do setor, concluiu que não é razoável apresentar como uma solução de cumprimento o que na prática funciona como um castigo para as firmas que cumpriram com seus compromissos. Finalmente, reiteraram sua total disposição ao diálogo com as autoridades do Governo para estruturar alternativas que resultem justas e equilibradas para ambas as partes.
O engenheiro Paul Sarubbi, titular da Câmara Vial Paraguaia (Cavialpa), também analisou os alcances da resolução que regulamenta o factoring.
Sob as condições atuais, resulta inviável para nós utilizar esta ferramenta. Temos apontado em múltiplas ocasiões que os custos do factoring não devem recair sobre as empresas construtoras privadas. Tal como foi redigida a resolução, o esquema não é viável, disse a ÚH.
No mesmo sentido, o empresário informou que a próxima semana está prevista uma reunião com o ministro da Economia para abordar esta problemática e avaliar alternativas. Não obstante, acrescentou que, sob as premissas atuais para a cessão de créditos, a única solução viável seria que os pagamentos se realizem de forma direta contra o orçamento geral. Afirmou que isso exigirá ampliações orçamentárias.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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