Apresentam projeto do corredor Sudoeste para conectar Misiones e Ñeembucú
Apresentação da infraestrutura
O vice-presidente da República, Pedro Alliana, e a ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, apresentaram o projeto corredor Sudoeste ante a Câmara de Senadores. A iniciativa conectará os departamentos de Misiones e Ñeembucú através de uma infraestrutura viária construída com pavimento de hormigão, financiada pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
Ambas as autoridades formalizaram a solicitação para que o Congresso Nacional aceite o compromisso por um valor de USD 286 milhões.
Características do projeto
A ministra Centurión detalhou que a obra contará com uma extensão de 154 quilômetros, mais 25 quilômetros de travessia em direção aos cascos urbanos. A via se estenderá desde a localidade de Yabebyry, em Misiones, até Pilar.
A infraestrutura será construída em hormigão conforme as características geológicas do terreno. Esta decisão técnica permitirá beneficiar empresas locais produtoras de matéria-prima.
Componente logístico regional
O projeto possui um alto componente logístico, funcionando de maneira similar ao corredor Bioceânico. A via conectará o Brasil através das pontes sobre o Paraná com o norte argentino, facilitando a integração regional.
Continuidade de projetos anteriores
Esta iniciativa constitui a segunda etapa dos corredores de exportação desenvolvidos em períodos anteriores, que uniram os departamentos de Alto Paraná com Itapúa. Esse projeto, também financiado pela Jica, foi iniciado em administrações prévias e encontra-se completamente concluído, gerando uma conectividade significativa na região.
Visão de integração continental
Centurión catalogou o corredor Sudoeste como um novo corredor Bioceânico, destacando que desde Alto Paraná, mediante as pontes da Integração e da Amizade, a rota permitirá chegar à Argentina e consequentemente aos portos do Pacífico. Esta conexão responde a uma visão de integração que posiciona o Paraguai como hub logístico da América Latina.
A execução do projeto demandará 30 meses e espera-se que inicie em 2027, uma vez obtido o visto do Congresso Nacional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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