CAP ressalta importância de registros sanitários após casos de botulismo
Preocupação com informalidade na comercialização de alimentos
A Câmara de Anunciantes do Paraguai (CAP) expressou sua preocupação com a confirmação de casos de botulismo alimentário no país, destacando que este episódio expõe os riscos da comercialização de alimentos fora do sistema de registros sanitários estabelecidos pelo Estado para garantir a segurança dos consumidores.
Por meio de um pronunciamento, o sindicato relembrou que se trata de uma doença que não registrava surtos no Paraguai há décadas e que atualmente afeta várias pessoas, algumas delas em estado crítico.
Estabelecimentos sem habilitação
O denominador comum de todos os locais intervenidos, conforme confirmou Dinavisa publicamente, é que nenhum estava habilitado. Não contavam com Registro Sanitário de Produto Alimentício (RSPA) nem com Registro de Estabelecimento (RE), segundo detalhou a instituição.
Segundo apontaram, os locais vendiam alimentos a consumidores que confiavam neles sem contar com nenhuma garantia técnica, sem rastreabilidade e sem controle de processo. O RSPA e o RE não são trâmites burocráticos, são o respaldo técnico que certifica que um alimento foi elaborado em condições sanitárias adequadas, com ingredientes controlados e sob processos verificados.
Acesso facilitado a habilitações
Nesse sentido, a CAP apontou que Dinavisa deu passos significativos nos últimos anos para facilitar o acesso a essas habilitações, especialmente para micro, pequenas e médias empresas, com processos gratuitos e simplificados. Não se habilitar, portanto, não é hoje uma limitação econômica nem burocrática, é uma decisão de operar fora das regras.
Necessidade de fortalecer fiscalização
A instituição apontou que este episódio evidenciou a necessidade de fortalecer a capacidade de fiscalização, monitoramento e controle efetivo do mercado ante a persistência de estabelecimentos que operam à margem da normativa vigente. Igualmente, consideraram necessário fortalecer a capacidade institucional de Dinavisa para ampliar os controles e melhorar a fiscalização do mercado alimentário.
A CAP apoiou a postura do Poder Executivo e da Procuradoria Geral da República em defesa do sistema de registro sanitário, porém manifestou preocupação com decisões judiciais que permitiram, mediante medidas cautelares, a comercialização de produtos sem registro sanitário.
A Corte Suprema de Justiça tem hoje uma responsabilidade que não pode continuar eludindo: resolver os casos pendentes e pôr fim a medidas cautelares que, na prática, funcionam como uma autorização judicial para comercializar alimentos sem nenhum controle sanitário.
Recomendações para consumidores
Finalmente, a CAP instou a cidadania a adquirir alimentos unicamente em estabelecimentos habilitados e verificar que os produtos contem com registro sanitário vigente através das ferramentas de consulta pública disponíveis no portal oficial de Dinavisa. A consulta de dois minutos pode marcar uma diferença que nenhum médico poderá reverter depois, enfatizou a instituição.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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