Segunda, 03 de Agosto de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Paraguai

Um aumento de 20 quilos ao desmame e 73% de marcação: o modelo genético de Estancia Palo Santo no Chaco

03/08/2026 03:45 3 min lectura 11 visualizações

A genética não é um objetivo em si mesma, mas uma ferramenta para produzir mais carne e melhorar a rentabilidade do negócio pecuário. Essa é a filosofia que guia o trabalho da Estancia Palo Santo, um estabelecimento de ciclo completo que há anos desenvolve uma linha genética própria em Brangus, Brahman e Quarto de Milha, concebida para responder às exigências produtivas do Chaco paraguaio.

Poucos dias antes de uma nova edição de seu leilão anual de reprodutores, José Herbas, responsável pela Estancia Palo Santo, explicou ao Valor Agro que o desenvolvimento do rebanho sempre esteve vinculado às necessidades do próprio estabelecimento: "A seleção genética nasceu para fortalecer o rebanho comercial e, posteriormente, colocar esse mesmo progresso a serviço de outros produtores", apontou.

Ao mesmo tempo, explicou que a Estancia Palo Santo "é uma empresa de ciclo completo, onde produzimos ambas as raças, Brangus e Brahman, e a cabaña gera o material genético tanto para uso próprio como para a venda a terceiros", destacou.

Numa região onde as altas temperaturas, as longas distâncias e as condições ambientais exigem animais funcionais, Palo Santo prioriza características que transcendem a estética.

A seleção aponta para reprodutores adaptados ao calor, com correta conformação estrutural, boa qualidade de cascos, prepúcios funcionais e uma carga genética capaz de incrementar a produtividade dos rebanhos comerciais.

"Precisamos de animais bem adaptados à nossa zona, funcionais e com genética suficiente para melhorar a produção de carne, tanto a nossa como a de quem trabalha com nossos reprodutores", sustentou Herbas.

Essa visão busca que a genética impacte diretamente sobre os principais indicadores econômicos do estabelecimento: maior produção de quilos por vaca, melhores pesos ao desmame e carcaças de maior valor comercial.

No entanto, em Palo Santo entendem que a genética por si só não é suficiente.

Herbas destacou que boa parte da evolução produtiva do estabelecimento esteve associada ao fortalecimento do manejo, da capacitação permanente do pessoal e da integração de três pilares fundamentais: nutrição, sanidade e manejo.

"Trabalhamos muito no manejo do estabelecimento. É importante entender a nutrição, a genética e a sanidade, mas também capacitar o pessoal. Ali encontramos uma parte muito importante do sucesso", disse.

Essa abordagem permitiu melhorar de forma sustentada os indicadores produtivos durante os últimos anos.

Mais quilos por bezerro, maior rentabilidade

Um dos indicadores que melhor reflete essa evolução é o peso ao desmame.

Há cinco anos, os bezerros desmamavam entre 210 e 220 quilos. Hoje a média alcança os 243 quilos, um incremento próximo aos 20 quilos por animal, obtido principalmente através de um melhor manejo de potrero.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.