Camponeses chegam a Asunção para mobilizações diante de promessas não cumpridas
Camponeses e campesinas saíram de suas comunidades e chegaram à cidade de Asunción, suportando a madrugada fria desta terça-feira, em busca de respostas à falta de promessas cumpridas do Governo.
Aproximadamente 300 pessoas se instalaram frente ao Ministério de Urbanismo, Habitação e Hábitat (MUVH) e se mantêm mobilizadas nas ruas Independência Nacional entre Piribebuy e Manduvirá.
Têm previstas manifestações durante esta jornada e na quarta-feira.
Igualmente, anunciaram que percorrerão outros ministérios, como o Ministério da Educação e Ciências (MEC), o Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG).
Nesse sentido, a líder campesina Ester Leiva, da Coordenadora de Trabalhadores Camponeses e Urbanos (CTCU), explicou à Telefuturo que buscam ser ouvidos pelas autoridades.
"Depende das autoridades, depende dos ministros se é que nos recebem e se sentam conosco a debater nossos reclamos. Uma vez que se resolva isso, nós vamos voltar para nosso povo. Nosso reclamo é um direito que temos", expressou e pediu compreensão da cidadania e que as autoridades os recebam.
Leiva afirmou que já estão cansados e exigem fatos concretos nas comunidades campesinas.
"Estamos cansados, estamos cansados das mentiras e queremos fatos concretos nas comunidades. Por isso nos mobilizamos, por isso saímos de nossa comunidade. Somos trabalhadores do campo, que cada dia cultivamos em nossa chácara. Que coloquem vontade para solucionar o problema", ressaltou.
Entre os reclamos, os camponeses exigem a socialização e democratização dos benefícios dos projetos produtivos.
Assim também, se opõem à politização dos benefícios da assistência social e pedem transparência e acessos justos a tais programas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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