Camioneiros exigem reajuste de 30% nas tarifas de frete
A Associação de Transporte do Guairá (Asocag) reclamou um reajuste de ao menos 30% nas tarifas de frete após o novo aumento do diesel aplicado na segunda-feira passada. O presidente do sindicato, Édgar Ortiz, advertiu que o setor avalia medidas de força se não houver resposta do Governo.
"É um golpe muito grande para o tema dos fretes porque 60% do custo operativo está no combustível. Isso gera diretamente um aumento no custo operativo", explicou Ortiz ontem ao jornal Última Hora.
O dirigente apontou que o sindicato já havia solicitado ao Executivo um reajuste de tarifas no início do ano, mas não houve acordo. "Trouxeram uma estatística de fevereiro ou março e, segundo o Governo, os números não estavam fechados", indicou.
A Asocag convocou uma reunião para este domingo às 09:00 com transportistas de San Pedro, Caaguazú e Guairá. "Vamos ver que medidas tomamos. Não vamos conseguir trabalhar assim, já é impossível", sustentou Ortiz.
Os camioneiros pedirão uma audiência com o diretor da Direção Nacional de Transporte (Dinatran) para esgotar instâncias antes de adotar outras ações. "Esta semana solicitei a reunião e ainda não tenho retorno", afirmou. Também levantaram o tema à Direção Nacional de Ingressos Tributários (DNIT) para que verifique como operam empresas que trabalham "com prejuízo".
"Evidentemente há algo que não fecha. De algum lado tem que haver uma injeção que lhes permite manter suas unidades", mencionou.
O sindicato reclama que se respeite a resolução de custo mínimo de frete estabelecida pela Dinatran. "É os 30% como mínimo que precisamos para continuar trabalhando. Há uma tabela de referência que o próprio Governo fez e tem que ser cumprida", explicou Ortiz. O custo varia conforme a quilometragem e a distância.
Ortiz pediu às entidades correspondentes que controlem a rastreabilidade dos fretes. "Que não somente beneficie a um setor, mas que possamos compartilhar o ganho entre todos os envolvidos", ressaltou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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