Caminhoneiros paraguaios retidos na passagem entre Argentina e Chile reclamam assistência
Uma tensa e preocupante situação se vive na zona fronteiriça que conecta a Argentina com o Chile, onde centenas de caminhoneiros paraguaios, acompanhados por colegas brasileiros, argentinos e locais, encontram-se retidos há mais de quatro dias.
Os transportistas denunciam de maneira unânime que o gargalo é gerado pela excessiva lentidão e aparente apatia nos trâmites da Alfândega chilena. O panorama deixou de ser um simples problema logístico para converter-se em uma crise humanitária e de saúde pública.
Os motoristas reportaram com profunda indignação que, dias atrás, um condutor de nacionalidade brasileira faleceu por causa de um infarto, um fato fulminante que associam ao estresse e às precárias condições da espera. "Ali não fazem caso de nada", lamentou com impotência um dos trabalhadores paraguaios afetados, segundo reportagem de C9N.
A indignação dos transportistas aumenta ao notar que as restrições já não se devem a fatores climáticos. Segundo explicaram, as rotas já se encontram limpas de neve, portanto não existem impedimentos físicos para o trânsito.
"Fazem passar entre 80 a 100 caminhões por dia e depois já cortam. Isso é o que chama a atenção, porque o tempo já dá para que se continue circulando", sinalizou um dos porta-vozes do grupo, criticando a falta de vontade das autoridades aduaneiras, que evadem dar explicações claras: "Um realiza a pergunta, passam a bola um para o outro e ninguém dá uma resposta".
Para cobrir suas necessidades básicas de alimentação e subsistência, os motoristas se veem obrigados a realizar manobras complexas como desacoplar seus caminhões para trasladar-se aos centros urbanos mais próximos a comprar provisões.
Ao cair o sol, o frio da cordilheira se torna implacável, forçando-os a manter os motores ligados durante toda a madrugada para poder utilizar o aquecimento das cabines. "Assim sobrevivemos todos os dias na fronteira", concluiu o afetado, em um chamado urgente às chancelarias da região para que intervenham antes de que ocorra outra tragédia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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