Câmara dos Deputados analisará projeto polêmico que transfere funcionários da Copaco para outras instituições
Iniciativa enfrenta rejeição da Comissão de Legislação e preocupações sobre regulamentação de mobilidade funcional
O projeto de lei que autoriza a transferência laboral excepcional do pessoal da Copaco foi apresentado pelo deputado José Rodríguez em dezembro do ano passado e encontra-se para a sessão desta terça-feira no ponto 15 da ordem do dia da Câmara de Deputados.
Para o impulsor desta iniciativa, a mobilidade de funcionários é uma necessidade evidente, tendo em vista que diversas instituições do Estado requerem de recursos humanos formados, com experiência e altamente especializados.
A Comissão de Legislação se pronunciou por sua rejeição, enquanto permanecem pendentes as resoluções das demais comissões.
A respeito, a presidenta da Copaco, Natalia Borgonon, reconheceu que é uma oportunidade para aliviar a pressão pelo gasto mensal em remunerações, aproximadamente G. 12.000 milhões mensais, mas reconheceu que este procedimento deve estar bem regulado porque não é o mesmo passar de uma empresa estatal para uma instituição que realiza concurso e não contribui ao IPS. Ou seja, não há uma homologação na administração de recursos humanos.
"É uma lei muito debatida porque entra a analisar se houve ou não concurso para o ingresso. Não pode ser uma porta giratória de entrar na Copaco e passar diretamente à função pública", sustentou Borgonon.
Por outro lado, comentou que a entidade descentralizada encontra-se em uma etapa de saneamento que contempla medidas frente ao superávit de funcionários. Nesse sentido, comentou que de 3.000 pessoal, reduziu-se a aproximadamente 2.500, principalmente através de negociações com aposentadoria voluntária. Na forma que opera atualmente a Copaco, necessitaria apenas de 1.500 pessoas.
Os recursos para negociar as saídas provêm da venda de um imóvel em Puerto Botánico ao Ministério do Urbanismo, Habitação e Habitat (MUVH) por G. 87.000 milhões, mas como o dinheiro é cobrado em etapas.
Outro problema relacionado aos funcionários é o atraso no pagamento de salários. Segundo Borgonon, desde julho de 2022 não se pagava em data, situação que atualmente está sanada.
A empresa estatal tem ingressos mensais de G. 24.000 milhões, dos quais aproximadamente G. 20.000 milhões ingressam em suas contas bancárias, enquanto que o restante é destinado a contas a receber. De acordo com Borgonon, conseguiu-se deter a queda de 20% que se vinha registrando anualmente.
Quanto às dívidas, os montantes ascendem a G. 813.000 milhões, dos quais G. 518.000 milhões correspondem a compromissos comerciais e G. 282.000 milhões ao Instituto de Previdência Social (IPS).
A Copaco possui mais de 600 imóveis e várias contas embargadas das quais já se recuperaram mais de 12.000 milhões. Segundo o balanço de novembro de 2025, possui um patrimônio líquido positivo de G. 561.000 milhões.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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