Cálculo do ajuste salarial "deve ser trabalhado olhando todas as variáveis", aponta titular da UIP
O presidente da União Industrial Paraguaia (UIP), Enrique Duarte, sustentou que o cálculo para o reajuste do salário mínimo deve ter uma visão mais ampla e analisando todas as variáveis. Neste sentido, indicou que existem muitas posturas, inclusive iniciativas legislativas no Congresso Nacional, mas que não se ajustam a uma análise adequada da situação econômica real.
"O que preocupa é fazer a proposição sem a análise de consequências, há quatro projetos de leis no Congresso, até descabidos, sem nenhum tipo de análise do que é nossa realidade econômica, mas aqui temos que nos acostumar a trabalhar olhando todas as variáveis da equação", indicou durante sua participação no programa Fuego Cruzado, emitido pela GEN/Nação Media.
"Nós não acreditamos no modelo do salário mínimo, acreditamos no modelo do livre impacto salarial entre o empregador e o trabalhador e, que sejam regulados, que tenham realmente outro esquema", acrescentou o empresário industrial.
Contexto país
Realizou uma análise, como contexto país, que o Paraguai tem, pelo menos da América do Sul, o menor nível de produtividade laboral, estamos falando no conjunto geral. "Se nós analisamos, por exemplo, o que é a produtividade laboral versus produto interno bruto per capita também demonstra que não estamos no caminho correto, há muitas variáveis na equação a respeito da produtividade que temos que tratar", mencionou.
Assinalou além disso que a análise e o cálculo do salário mínimo tem umas variáveis que para o setor industrial e empresarial é preocupante. "É certo, o trabalhador diz que o salário mínimo não lhe alcança. Fizemos análises, pesquisas e é certo, não alcança, mas não estamos olhando o gasto, o que acontece com o gasto adicional que hoje está fazendo o trabalhador?, no que significa no investimento para seu próprio meio de transporte, com os gastos de saúde", mencionou.
Expôs que o trabalhador "está tendo gastos adicionais em matéria de saúde, gastos adicionais em matéria de transporte, onde está o ponto de equilíbrio disso?, e não se. Temos que manejar com muita seriedade isso".
Apostar no diálogo
Por outra parte, sustentou que desde o setor da UIP e outros grêmios empresariais apostam no diálogo para chegar a acordos ou estabelecer os esquemas de cálculo. "Nós apostamos no diálogo, hoje há uma regra que estabelece o IPC como o esquema do ajuste, mas é certo, uma série de produtos subiram e, a incidência do tipo de câmbio?, a que baixou pode prejudicar numa série de fatores à indústria".
Finalmente, expressou que se deve "pensar no que significa o tema dólar, o tema salário, o tema de novas normativas, o que é a produção, porque o que menos queremos é que diminua o emprego, e sobre tudo o emprego formal, porque é muito fácil para as pessoas e neste país ir à informalidade, e é difícil trazer as pessoas à formalidade".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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