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Economia

Brasil pode terminar 2026 com recorde de quase 9,8 milhões de bovinos confinados

11/06/2026 03:30 3 min lectura 9 visualizações
Brasil podría terminar 2026 con un récord de casi 9,8 millones de bovinos confinados

A pecuária intensiva do Brasil caminha para registrar um novo recorde histórico em 2026. De acordo com dados preliminares do Censo de Confinamento apresentados pela empresa dsm-firmenich, o país fecharia o ano com 9,78 milhões de bovinos terminados em sistemas de confinamento, o que representa um crescimento de 5,7% frente aos 9,25 milhões de animais registrados em 2025.

A projeção confirma a consolidação do confinamento como uma das principais ferramentas para aumentar a produtividade da pecuária brasileira em um contexto internacional marcado por uma oferta limitada de carne bovina e uma demanda que continua firme. Segundo explicou Luiz Fernando Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal para América Latina da dsm-firmenich, o levantamento mostra uma atividade cada vez mais profissionalizada, orientada à eficiência, à gestão e à incorporação de tecnologia.

Os dados indicam além disso uma forte concentração geográfica da atividade. Mato Grosso voltaria a liderar o ranking nacional com 2,4 milhões de cabeças confinadas, um incremento de 7,7% frente ao ano anterior. Atrás se ubicariam São Paulo e Goiás, ambos com 1,4 milhões de animais, enquanto que Mato Grosso do Sul alcançaria as 900.000 cabeças e Minas Gerais as 800.000. Em conjunto, esses cinco estados concentrariam aproximadamente 70,6% de todos os bovinos confinados do país.

O avanço projetado para 2026 equivale a umas 525.000 cabeças adicionais frente ao ano passado. Grande parte dessa expansão estaria impulsionada pelos estabelecimentos de maior escala. Segundo o estudo, os 100 maiores confinamentos do Brasil já representam cerca de 48% do total de animais encerrados e explicariam quase 90% do crescimento esperado para este ano.

O informe também destaca que a expansão da agricultura, a disponibilidade de milho, subprodutos e DDG provenientes da indústria do etanol de milho, junto com uma crescente adoção de ferramentas digitais para a gestão produtiva, continuam favorecendo o desenvolvimento de sistemas pecuários mais intensivos.

As perspectivas econômicas também aparecem como um fator chave por trás da expansão do confinamento. As estimativas preliminares do Tour de Confinamento 2025 indicam que o retorno sobre o investimento (ROI) poderia alcançar 23,3% em 2026, o nível mais alto de toda a série histórica relevada pelo programa. O cenário se sustenta em preços firmes para o gado gordo, custos de alimentação relativamente controlados e uma sólida demanda internacional de carne bovina.

Para o Brasil, o crescimento do confinamento reflete uma transformação estrutural da produção pecuária, que em menos de uma década praticamente duplicou o volume de animais terminados sob sistemas intensivos, fortalecendo sua capacidade para abastecer tanto o mercado interno quanto aos principais destinos internacionais de carne bovina.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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