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Economia

Brasil enfrenta segundo semestre carregado de incerteza por China e Europa, segundo Gedeao Pereira

02/07/2026 03:45 3 min lectura 12 visualizações
Brasil enfrenta un segundo semestre cargado de incertidumbre por China y Europa, según Gedeao Pereira

A pecuária brasileira entra no segundo semestre de 2026 com mais dúvidas que certezas. As dúvidas sobre a continuidade das exportações para a China, as novas exigências da União Europeia e a oferta limitada de gado configuram um cenário complexo para o principal exportador mundial de carne bovina.

Gedeao Pereira, primeiro vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), alertou a Valor Agro que o mercado atravessa um momento de forte incerteza e que ainda é impossível antecipar como evoluirão os preços do gado durante a segunda metade do ano.

Um dos principais focos de preocupação passa pela China. Brasil está próximo de completar o volume de aproximadamente 1,1 milhões de toneladas autorizado para este ano e ainda não existe uma definição sobre uma eventual ampliação da cota.

Pereira explicou que, se as autoridades chinesas não autorizarem novos volumes, as exportações ficariam sujeitas a uma tarifa de 55%, um custo que praticamente elimina a competitividade do produto brasileiro.

Diante desse cenário, o Ministério da Agricultura do Brasil já solicitou formalmente à China a possibilidade de utilizar os saldos de cotas que eventualmente não sejam aproveitados por outros países exportadores, embora até o momento não tenha havido uma resposta oficial.

Enquanto persistem as dúvidas sobre a China, os Estados Unidos emergem como um dos principais destinos para a carne brasileira.

Segundo Pereira, o mercado estadunidense atravessa um ciclo histórico de importações e atualmente paga melhores valores que a China, o que poderia absorver parte do volume que eventualmente não consiga ingressar no mercado asiático.

Contudo, o dirigente ressaltou que a incerteza comercial continua condicionando as decisões da indústria frigorífica brasileira.

A este cenário se agregam as dificuldades para manter o acesso à União Europeia.

Pereira indicou que Brasil já adaptou seus protocolos para cumprir com as exigências vinculadas ao uso de antimicrobianos, mas alertou que agora surgem novas condições relacionadas com o estradiol utilizado em programas de reprodução.

Em sua opinião, a sucessão de novas exigências gera preocupação no setor e dificulta prever como evoluirá o comércio com a Europa durante os próximos meses.

No mercado interno, Pereira assinalou que a indústria frigorífica tenta exercer pressão para reduzir o preço do gado gordo, embora considere que essa estratégia encontra um limite na escassa disponibilidade de animais terminados.

Embora tenha projetado que Brasil poderia encerrar cerca de 9,5 milhões de bovinos em confinamentos durante este ano —aproximadamente um milhão a mais que em 2025—, afirmou que a oferta continua sendo ajustada e isso dificulta uma correção significativa dos valores.

A seu entender, essa menor disponibilidade de rebanhos continua sustentando os patamares de preços observados no mercado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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