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Internacional

Bloqueio petroleiro a Cuba também asfixia o setor privado

03/05/2026 16:46 3 min lectura 12 visualizações
Bloqueo petrolero a Cuba también asfixia al sector privado

O bloqueio petroleiro dos Estados Unidos a Cuba está prejudicando fortemente o incipiente setor privado da ilha, onde centenas de pequenos negócios fecharam ou suspenderam operações enquanto outros se reinventam e lutam para sobreviver.

A pressão americana, unida à crise estrutural que o país já sofria, está gerando um ambiente tão adverso quanto incerto para os empreendedores privados cubanos –aos quais Washington em mais de uma ocasião disse que pretende apoiar–, porque a ausência de combustível os prejudica por múltiplas frentes.

FREIO À ECONOMIA. Sem combustível nem trabalhadores nem fornecedores nem clientes têm transporte assegurado, o que prejudica as cadeias logísticas e a organização trabalhista interna, além de contrair a demanda.

Além disso, os apagões se prolongam (porque parte da geração nacional requer diesel e óleo combustível), minando a atividade econômica.

Sem combustível, os negócios privados, uns 10.000 em toda a ilha, também não podem assegurar o fornecimento elétrico com geradores próprios, algo que para as padarias ou as lojas de refrigerados é vital.

Em apagão, além disso, é frequente que falhe a conectividade móvel e por cabo, eliminando a possibilidade do teletrabalho e de qualquer vislumbre de economia digital.

"No fim das contas, somos uma empresa logística, de entregas", reconhece à EFE a empreendedora cubana Marta Deus, à frente da popular plataforma Mandao, o equivalente da ilha a aplicações móveis para pedir comida em domicílio como Glovo, Rappi ou Uber Eats.

Com uma equipe de 50 funcionários, os pedidos caíram 50% desde que começou o bloqueio petroleiro, situando-se numa média de 120 por dia.

O pessoal fixo se mantém, embora tenham aplicado ajustes com serviços externos.

Conta que restaurantes fecharam ou reduziram sua atividade.

Que tiveram que comprar um veículo elétrico para transportar seus trabalhadores ao escritório central e de volta às suas casas. Que adquiriram bicicletas e motos elétricas para as entregas.

Deus explica que o processo de adaptação foi "muito complicado", mas que aproveitaram a experiência que haviam acumulado nas províncias, onde os longos apagões e a falta de combustível já eram a norma há tempo.

Esta empreendedora assegura, além disso, que até o momento não conseguiu importar combustível, apesar das facilidades que EEUU anunciou para envios ao setor privado da ilha. "Em tema combustível, estamos em zero. Pessoalmente, não conseguimos ainda. Não é algo simples. Estamos no processo", indica.

Em La Habana, onde se concentram quase a metade das micro, pequenas e médias empresas (mipymes) que surgiram em Cuba desde que em 2021 voltaram a ser permitidas após quase seis décadas de proibição, veem-se muitos restaurantes, cafeterias e estabelecimentos varejistas que fecharam suas portas nos últimos meses.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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