Bioquímicos reivindicam reajuste salarial e mais nomeações: "Somos a equipe esquecida"
Grupos de bioquímicos de todo o país se manifestaram frente ao Ministério da Saúde na manhã desta quinta-feira para exigir um reajuste salarial, após 14 anos sem aumentos. Também reivindicaram nomeações e contratações de profissionais do setor, diante da escassez de pessoal e sobrecarga dos serviços.
Na manifestação estiveram presentes profissionais do Sindicato de Bioquímicos do Instituto de Previdência Social (IPS), farmacêuticos, da União de Bioquímicos do Paraguai e do Sindicato de Bioquímicos que representam o Ministério da Saúde.
"Todos os bioquímicos e farmacêuticos estamos aqui reunidos em nível país pedindo uma reivindicação. Somos a equipe de saúde esquecida. Estamos em um laboratório, atrás do balcão da farmácia, mas hoje saímos para pedir nossas reivindicações", afirmou a bioquímica do IPS María Arce em diálogo com NPY.
A profissional manifestou que os bioquímicos do IPS percebem apenas um salário de G. 3.600.000.
"Há mais de dez anos não temos um reajuste salarial. Estamos pedindo mais vagas para os colegas contratados. Hoje no IPS 50% dos bioquímicos são contratados. Hoje o profissional altamente qualificado está ganhando G. 3.600.000 e temos que estar percorrendo hospitais porque com esse salário nos custa manter famílias. Devem nos levar em consideração para as nomeações", lamentou.
Em outro ponto, afirmou que na previdenciária contam com a tecnologia necessária para trabalhar, mas com pouco recurso humano.
"Hoje nós estamos tendo no IPS tecnologia de ponta, somos referência em nível país, mas com um salário precário. No IPS atendemos a mais de mil pacientes por dia com recursos e pouco pessoal", concluiu.
Por sua vez, um farmacêutico do Ministério da Saúde detalhou que desde 2012 não contam com um reajuste salarial e que o salário mínimo foi subindo pela inflação.
"Nossa capacidade aquisitiva hoje em dia caiu e por isso pedimos um reajuste salarial".
Além disso, indicou que metade dos farmacêuticos da pasta sanitária não são nomeados.
"Como farmacêuticos no Ministério da Saúde somos muito poucos. Estamos 500 farmacêuticos de todo o país e metade deles não está nomeada, não há segurança laboral. Pedimos nomeações para esses colegas", manifestou.
Por fim, solicitou ao Ministério da Saúde que se contratem mais profissionais da área.
"Também pedimos que se contratem mais farmacêuticos para poder cobrir todos os serviços; não damos conta", finalizou.
Durante as últimas semanas, médicos e pessoal de saúde se mobilizaram em Assunção frente ao Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social para exigir nomeações de contratados, desprecarização laboral, nivelação e dignificação salarial, além de denunciar a escassez geral de insumos e medicamentos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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