BID reconhece avanços significativos do Paraguai no desenvolvimento do serviço civil
O Paraguai alcançou 48 de 100 pontos no Índice de Desenvolvimento do Serviço Civil 2026, segundo a análise apresentada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Este resultado situa o país em um nível de desenvolvimento médio e acima da média da América Latina e o Caribe, consolidando um progresso histórico frente aos 40 pontos registrados em 2017 e aos 12 obtidos em 2004.
Como elementos centrais deste avanço, o BID destaca a entrada em vigência da Lei N.º 7445/2025 de Função Pública e do Serviço Civil, a criação do Vice-Ministério de Capital Humano e Gestão Organizacional (VCHGO) e a implementação de ferramentas técnicas para o planejamento do pessoal público.
Assim também, ressalta o início da implementação progressiva da nova carreira administrativa em 12 instituições piloto, que abrange aproximadamente 12.000 funcionários públicos.
De acordo com o informe, o Paraguai tem apresentado melhoria sustentada no desenvolvimento de seu Serviço Civil desde a primeira medição de 2004. Naquele momento obteve 12 pontos sobre 100; posteriormente ascendeu a 26 pontos em 2013 e a 40 em 2017, chegando agora a 48 pontos que lhe permite transitar do nível baixo ao nível de desenvolvimento médio. O país se posiciona atrás de Costa Rica e Colômbia (57 pontos cada um) e Jamaica (51 pontos). Outros países da região já alcançam um nível de desenvolvimento alto como Chile (73), Brasil (68) e Uruguai (60).
Desafios para consolidar a reforma
Apesar dos avanços registrados, o organismo internacional identificou onze desafios prioritários para fortalecer o novo modelo institucional. Entre as principais tarefas pendentes encontram-se ampliar o planejamento da força de trabalho às instituições de maior relevância dentro do Poder Executivo, modernizar e integrar os sistemas de informação de recursos humanos e expandir as descrições e valorações de postos a todas as instituições incluídas no alcance da reforma.
A análise também propõe fortalecer o sistema de diretivos públicos e os mecanismos de seleção mediante concurso, implementar o modelo integral de avaliação do desempenho e completar o desenho de uma escala salarial única, cuja aplicação deverá ser gradual e financeiramente viável.
De igual maneira, aponta a necessidade de regulamentar os ascensos e promoções dentro da carreira administrativa, implementar os planos institucionais de capacitação e estender as pesquisas de clima laboral às distintas dependências do setor público.
Paralelamente, destaca-se que as unidades de gestão e desenvolvimento de pessoas devem contar com acompanhamento mediante programas de formação, assistência técnica e monitoramento de indicadores. A isto se soma a necessidade de institucionalizar um ciclo de monitoramento e avaliação da reforma, com indicadores-chave e medições periódicas de resultados.
Rumo a um serviço público eficiente baseado no mérito
Durante a apresentação do documento, o ministro de Economia e Finanças, Oscar Lovera, explicou que a profissionalização requer funcionários idôneos e comprometidos com seus cargos e que o propósito final é converter esta profissionalização em bens e serviços públicos oportunos e de qualidade para a cidadania.
Na mesma linha, a vice-ministra de Capital Humano, Andrea Picaso, reconheceu o trabalho coordenado com as unidades de gestão humana como elemento fundamental neste processo de transformação institucional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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