Beto Ovelar diz que aproximação de Marito é estratégica e qualifica de torpeza a atitude de Wiens
O senador Silvio Ovelar sustentou que conhece de perto e trabalhou para que tanto Mario Abdo Benítez quanto Santiago Peña chegassem à Presidência da República e, nesse sentido, acredita que o recente aproximação entre ambos não é coincidência.
"E não foi um fato casual da minha perspectiva e eu estive perto deles", comentou sobre o abraço que ambos trocaram por iniciativa de Abdo em um evento organizado pela Embaixada dos Estados Unidos.
"Me parece que Mario Abdo Benítez entendeu que se afastar do partido, fazer-se de indiferente, de desatento do partido, não lhe convém como um filiado à ANR e ele optou por saudar o presidente Peña apesar das diferenças, coisa que não significa amor, não significa entendimento nem coincidências", manifestou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
Inclusive ressaltou que Abdo poderia ter evitado o cumprimento, mas que em vez disso aproveitou de maneira estratégica a situação e qualificou o fato como um "simbolismo político".
Em contrapartida, Ovelar qualificou de equivocada a atitude do ex-ministro de Obras e pré-candidato a presidente Arnoldo Wiens, que não compareceu ao ato partidário após duras declarações contra o oficialismo.
"Ao contrário do que fez Mario Abdo Benítez, estranhei a torpeza de Arnoldo Wiens de fazer declarações que me parecem primeiro desafortunadas e segundo muito pouco inteligentes", afirmou.
Segundo o senador, o discurso de Wiens reflete incômodo com o resultado das prévias coloradas de 7 de junho. "Hoje seus discursos denotaram, do meu ponto de vista, ressentimento pelos péssimos resultados eleitorais nas últimas prévias partidárias; me parece uma jogada de falta de inteligência da parte dele", indicou.
Ovelar insistiu que Mario Abdo entendeu que estrategicamente era o momento de uma aproximação, em consonância com a campanha de unidade da ANR de cara às municipais, e acentuou suas críticas a Wiens, a quem além disso lembrou que tem aspirações que dependem do apoio de seu partido.
"A pessoa que entra na política e não é tolerante e não se abre à discussão, ao debate, à controvérsia, não pode ter sucesso", advertiu ao pré-candidato dissidente.
Chama atenção a ausência de governadores
O senador também se referiu à ausência de cerca de 11 governadores no ato de lançamento de candidatos a intendentes. Disse que lhe chamou atenção, especialmente porque têm um tratamento preferencial do presidente Santiago Peña.
Comentou que inclusive brincou com seus colegas a respeito ao reclamar: "Os vice-reis não apareceram".
Embora reconhecesse o peso político dos chefes departamentais, sustentou que uma eventual ausência motivada por diferenças com o ministro Juan Carlos Baruja seria um erro, levando em conta que o presidente do Conselho de Governadores confirmou que vários de seus colegas se irritaram porque o ministro da Habitação e postulante a vice-presidente não lhes saudou duramente no aniversário de Horacio Cartes.
"Não se pode desconhecer o potencial dos governadores e me chama atenção porque Juan Carlos Baruja é um homem com muita experiência, um político de raça e ele sabe perfeitamente que, independente das aspirações, ele para construir uma candidatura e fazer parte da chapa presidencial, precisa de todos os atores políticos", expressou.
Além disso, questionou que um eventual incômodo com Baruja se traduza em uma ausência significativa no processo de campanha.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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