Banco Mundial projeta aumento de 16% nos preços de produtos básicos durante 2024
O Grupo Banco Mundial publicou sua mais recente edição do relatório Commodity Markets Outlook (Perspectivas dos mercados de produtos básicos), onde projeta incrementos significativos nos preços de produtos básicos durante 2024.
Segundo a análise, os preços gerais dos produtos básicos aumentarão 16%, enquanto os preços da energia experimentarão um incremento de 24%, alcançando os níveis mais altos desde 2022. Este aumento está impulsionado pelo vertiginoso incremento nos preços da energia e dos fertilizantes, além dos máximos históricos que vários metais-chave registraram.
Impacto econômico global
Indermit Gill, economista-chefe e vice-presidente sênior de Economia do Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial, explicou que a situação internacional está afetando a economia mundial em ondas cumulativas: primeiro com o aumento dos preços da energia, depois com o incremento dos preços dos alimentos, e finalmente com o aumento da inflação, que elevará as taxas de juros.
"As pessoas mais pobres, que gastam a maior parte de suas rendas em alimentos e combustíveis, serão as mais prejudicadas, assim como as economias em desenvolvimento que já se veem sobrecarregadas por uma pesada carga de dívida"
Projeções por setores
Setor energético: O petróleo Brent projeta-se que alcance uma média de 86 USD por barril em 2026, representando uma revisão para cima significativa. O gás natural na Europa aumentará 25% este ano devido à redução no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL), enquanto os preços do carvão subirão 20% ao ser utilizado como substituto do gás para a geração de eletricidade.
Fertilizantes: A ureia experimentará o maior incremento com 60% devido a limitações nas exportações marítimas e aos altos custos do gás natural. O cloreto de potássio aumentará 12%, seguido do fosfato diamônico com 6%.
Metais: O alumínio registrará incrementos próximos a 22%, considerando que o Oriente Médio é um produtor-chave e os custos de energia para sua fundição aumentaram. O cobre subirá 21%, impulsionado pela demanda em tecnologias de eletrificação e centros de dados. O estanho e o níquel aumentarão 20% e 12% respectivamente.
Setor alimentar
Os alimentos também experimentarão incrementos importantes. A carne bovina aumentará 11% por fornecimentos ajustados de gado. Os preços do óleo de palma e de soja subirão 8% em 2026, já que o alto preço do petróleo aumenta a demanda de biocombustíveis. O trigo e o milho registrarão incrementos de 4% devido a maiores custos de insumos e logística.
Em contraste, as bebidas (café, cacau, chá) experimentarão uma diminuição de 30%, com o cacau projetando uma queda de mais de 50%.
Metais preciosos
Os metais preciosos mostrarão um comportamento diferenciado, com um crescimento médio estimado de 42%. A prata também registrará incrementos significativos segundo as projeções do relatório.
A análise do Banco Mundial sublinha que estes incrementos terão consequências importantes para a criação de emprego e o desenvolvimento, especialmente nas economias emergentes que enfrentam maiores vulnerabilidades ante estas flutuações de preços.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.