Azara e o rio Corrientes ou Apa como fronteira luso-espanhola
Na revisão da linha divisória entre os reinos da Espanha e Portugal, produto daqueles tratados de Madrid de 1750 e de San Ildefonso de 1777, estudamos um singular documento que contém comentários sobre as tarefas do capitão Félix de Azara, terceiro demarcador real. Trata-se da obra "História da demarcação de Limites na América entre os domínios da Espanha e Portugal", de autoria de D. Vicente Aguilar y Jurado, oficial 2° da Secretaria de Estado, e de D. Francisco Requena, brigadeiro e engenheiro dos Reais Exércitos, editor: Florencio Varela, Uruguai (1846). Nesta obra detalham-se as "disputas" entre demarcadores espanhóis e portugueses sobre certos e determinados trechos da linha.
Incluem-se referências numeradas das ocorrências daquelas complicadas demarcações, sendo a mais importante o inconveniente que resultou para conseguir a demarcação da linha inserida no artigo 9 do Tratado, desde o Paraná até o Paraguay, desde a foz do rio Ygurey na vertente do Paraná e seguindo pelo provável rio Corrientes na vertente do Paraguay.
O artigo fala do arranque dessa linha na desembocadura do rio Ygurey e como este rio não foi localizado no terreno considerou-se substituí-lo propondo-se outro rio como candidato; os portugueses falaram do Garey (abaixo dos Saltos do Guairá) e os espanhóis falaram do Yaguarí ou Monice ou Ivinheima (acima). Dado este percalço, Azara propõe ao monarca espanhol o que se lê na referência N° 162 "... que o Ygurey era o rio que muito acima do salto grande do Paraná se conhece com o nome de Iguarey ou Yaguarey (M) e também com os de Monice ou Ibiñeima, o qual faz cabeceira com o que se conhece pelo (rio) Corrientes (N) reconhecido pelos demarcadores do ano de 50" (sic) (p.31). Na referência seguinte, a N° 163, Azara argumenta sua proposta alegando que o nome Ygurey tem semelhança fonética com Yaguary ou Yaguarey e arremata dizendo que é um rio caudaloso que entra no Paraná "acima de seu Salto Grande e pela banda occidental, e faz cabeceira com o (rio) Corrientes" (sic) (p. 32). E a coisa começa a tomar corpo pois na referência N° 164 lê-se:
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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