Aumento do salário mínimo não terá efeito inflacionário, segundo o BCP
O presidente da Diretoria do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, sustentou que o incremento do salário mínimo não exercerá um efeito inflacionário. Indicou que no regulador já realizaram as simulações correspondentes para avaliar essa medida.
Na quarta-feira passada, o presidente da República, Santiago Peña, determinou que o aumento da remuneração básica seja de 5%, cifra que supera o 2,4% que registrou a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Com essa disposição, o aumento foi determinado em G. 144.952, com o que a partir do mês de julho o salário mínimo será de G. 3.044.000.
Consultado a respeito, o titular da banca matriz assegurou que esse incremento não é exagerado e não terá um efeito inflacionário, muito menos de caráter permanente. Acrescentou que o impacto no mercado laboral local é moderado, considerando que a medida afeta um setor específico da população trabalhadora.
Análise de impacto
Carvallo indicou que realizaram simulações para analisar o impacto do aumento. Nas projeções realizadas, não se observa que a medida possa ter um impacto muito relevante na trajetória da inflação, expressou em declarações radiofônicas.
De acordo com as projeções do regulador, espera-se que a inflação feche o ano em torno de 3,5%. Esse mesmo índice foi reportado por agentes econômicos no último informe de Expectativas de Variáveis Econômicas (EVE) divulgado pelo Banco Central.
A determinação do Poder Executivo de aumentar o salário acima da inflação acumulada fundamenta-se no desempenho econômico favorável que atravessa o país desde uma perspectiva macroeconômica, com o objetivo de que essa bonança econômica beneficie também os trabalhadores assalariados do setor formal.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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