Setor de construção registra recorde de execução física no primeiro semestre de 2026
Desempenho misto no primeiro semestre
O setor de construção atravessou o primeiro semestre de 2026 com resultados desiguais. Enquanto a execução física das obras públicas atingiu níveis recordes, as empresas contratistas continuaram enfrentando desafios de liquidez que afetaram o desenvolvimento de suas operações, segundo informações do setor.
O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) conseguiu a maior execução de obras dos últimos dez anos, resultado impulsionado pelo avanço de projetos estratégicos como o Corredor Bioceânico, a Rota PY012 e obras urbanas como a avenida Avelino Martínez e o Corredor Viário que margeia o Aeroporto Silvio Pettirossi.
Contrastes entre execução e liquidez
O bom ritmo das obras contrastou com as dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas do setor devido a problemas de liquidez derivados de atrasos nos pagamentos. Durante os últimos três meses, o Governo realizou um esforço para regularizar parte das obrigações com os contratistas, o que permitiu às empresas se colocarem em dia com fornecedores e sustentar o ritmo de execução dos projetos.
Este processo de normalização de pagamentos foi fundamental para manter o impulso das operações, demonstrando a capacidade das construtoras para levar adiante projetos de grande envergadura apesar das dificuldades financeiras.
Perspectivas para o segundo semestre
De cara ao segundo semestre, persistem alguns inconvenientes financeiros, ainda que o setor mantenha expectativas favoráveis. O objetivo é agilizar o pagamento das certificações de obras para fechar o ano com maior estabilidade e manter o impulso do investimento público em infraestrutura.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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