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Economia

Aumento da dívida e da pressão fiscal ameaçam a economia global, segundo diretora do FMI

25/08/2026 23:00 3 min lectura 28 visualizações

"A economia global está como o navio do novo filme de Christopher Nolan, 'A Odisseia'. Assim como esse navio açoitado pela tempestade, resiste a fortes ventos contrários derivados de altos níveis de dívida, uma inflação persistente e tensões comerciais", explicou Georgieva em um encontro com jornalistas.

A economista búlgara apontou que até agora se conseguiu enfrentar o choque de oferta energética causado pelo fechamento do estreito de Ormuz melhor do que se esperava graças ao desbloqueio de reservas estratégicas de hidrocarbonetos, ao incremento de oferta fora da zona do Golfo Pérsico, a uma maior capacidade das renováveis ou ao retorno à geração termoeléctrica mediante carvão em alguns países.

Contudo, lembrou que as reservas de petróleo e gás "estão diminuindo" e que em breve chegará o inverno ao hemisfério norte, que dispara a demanda de gás e gasóleo.

"Isso significa que a crise energética ainda não terminou. Um novo aumento nos preços do petróleo poderia impulsionar a inflação, obrigando os bancos centrais a manter uma política monetária restritiva, com sérias consequências para os custos do serviço da dívida e da atividade econômica", apontou.

Georgieva sublinhou que a economia global encontra-se atualmente condicionada por duas forças opostas: uma redução de oferta procedente do Oriente Médio e um aumento da demanda derivado do impulso da inteligência artificial (IA), especialmente nos Estados Unidos.

"O impacto líquido dessas duas forças é assimétrico entre países e depende da exposição que cada um tenha às interrupções energéticas, as vulnerabilidades macroeconômicas e sua posição na cadeia de suprimentos da IA", argumentou.

A diretora-gerente admitiu que os riscos para as perspectivas econômicas globais "estão mais equilibrados" do que quando o FMI celebrou suas reuniões de primavera em abril, com a guerra recém-começada, mas que estes "ainda se inclinam para baixo, e a incerteza persiste".

Com respeito ao que deveria centrar o foco nas semanas e meses vindouros, foi clara: "Um aumento das pressões fiscais, evidenciado pela alta dos rendimentos dos títulos, e um processo de desinflação estagnado. Esses fatores são motivo de preocupação tanto para os mercados quanto para os responsáveis políticos".

Com vista às reuniões anuais do organismo que preside e que este ano se celebram em Bangkok de 13 a 18 de outubro, Georgieva sinalizou dois temas principais a debater no fórum.

"Um seria a resiliência. Que mais podemos fazer para criar as condições necessárias para navegar com êxito em um ambiente incerto e manter a estabilidade? E em segundo lugar, queremos continuar um debate muito importante: como conseguir maior dinamismo no futuro. Não devemos esquecer que o crescimento tem sido algo decepcionar. Que se pode fazer e como se pode fazer para reduzir a divergência nos caminhos da economia?", assegurou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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