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Esportes

Assim querem derrubar o muro albirrojo na Copa do Mundo 2026

França enfrenta desafio defensivo paraguaio nas oitavas de final

03/07/2026 17:00 4 min lectura 2 visualizações
Así quieren tumbar el muro albirrojo en el Mundial 2026

A continuação, três chaves para que Kylian Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembélé derrubem a defesa albirroja no confronto de oitavas de final no sábado em Filadélfia... ou um rival futuro caso os paraguaios façam sua parte diante do máximo favorito.

1. Criar "situações de um contra um"

Nas eliminatórias, segunda-feira em Foxborough, perto de Boston, a Mannschaft de Julian Nagelsmann se chocou contra o muro paraguaio (4-3 nos pênaltis, 1-1 no tempo regulamentário).

Os tetracampeões mundiais nunca encontraram forma de contornar a zaga sul-americana e acabaram sendo eliminados pelo pênalti, apesar de terem posse de bola e domínio territorial absolutos.

"O que há que desmantelar é um bloco defensivo de dez jogadores em 4-5-1, ou em 5-4-1, com um zagueiro central adicional", disse à AFP o selecionador da Irlanda do Norte, Michael O'Neill.

O treinador é um dos membros do grupo de estudo técnico da FIFA e perdeu para a França em um amistoso no início de junho em Lille (3-0).

"O mais difícil para a França será criar as situações de um contra um que busca para seus atacantes, porque o Paraguai vai fazer marcações de dois, até mesmo de três, primeiro para lhes apresentar problemas", acrescentou.

Mas por isso, considerou, é vital a multiplicação de desmarques em profundidade para se liberar da marcação.

Para desestabilizar a estrutura de Alfaro, explica O'Neill, a França deve se apoiar em sua velocidade de jogo e em ataques repetidos dentro da área paraguaia que não permitam a sua defesa se reorganizar com rapidez suficiente após uma ação perigosa.

"A França tem todos os argumentos para conseguir isso", considerou o técnico. "Já não dispõe em seu time da opção que tinha com Olivier Giroud, mas Jean-Philippe Mateta, que é mais um ponto de apoio axial, uma espécie de pivô, poderia ser utilizado se a partida não se desenvolver como deseja".

Formado por dez membros, antigos jogadores e treinadores de todo o mundo sob a batuta de Arsène Wenger, o grupo de estudo técnico da FIFA percorre Estados Unidos, México e Canadá para analisar em detalhes todos os jogos da Copa do Mundo 2026.

Pascal Zuberbühler, goleiro da Suíça na Copa do Mundo 2006 e que dirige o grupo, dedica atenção especial ao papel dos goleiros.

"Com Orlando Gill, o Paraguai conta com um muito bom goleiro", afirmou à AFP sobre o herói dos albirrojos diante da Alemanha.

"Observei que quando um time domina um rival que defende muito recuado, os centros curtos de apenas 10 metros ao redor da área são muito difíceis de defender para um goleiro que já não tem tempo de decidir se deve sair ou ficar sob o gol", apontou.

Além das opções táticas, o mental também é primordial para derrubar um muro ou fortalecê-lo, segundo de qual lado se esteja.

"Sou um treinador que teve que defender muito ao enfrentar times mais fortes", admitiu O'Neill.

"O time que defende, à medida que avançam os primeiros minutos, ganha confiança, começa a acreditar em si mesmo. É o que aconteceu com o Paraguai ao longo da partida contra a Alemanha. Por isso há que tentar impedir que essa confiança se desenvolva, tentando anotar o quanto antes possível", acrescentou.

Mesmo nesta Copa do Mundo com 48 times, em que os níveis deveriam ter sido mais desiguais, "todas as seleções estão bem preparadas técnica, tática e fisicamente", apontou Zuberbühler.

"A diferença a marcam as qualidades individuais dos jogadores de que dispões", ressaltou o ex-goleiro.

O'Neill considerou que os Azuis têm em seu elenco todas as armas necessárias para quebrar a fechadura paraguaia.

"Todas as armas ofensivas possíveis estão ali: a altura, a potência física, o gênio individual, a velocidade, jogadores excepcionais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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