Comissão do Senado analisou a situação laboral de funcionários da Essap e Copaco
Análise da situação laboral em empresas públicas
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Senadores realizou nesta terça-feira uma análise sobre a situação laboral de funcionários da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S. A. (Essap) e da Companhia Paraguaia de Comunicações S. A. (Copaco). O objetivo foi identificar mecanismos de mediação institucional que permitam avançar no atendimento dos reclamos apresentados pelos afetados.
Na reunião participaram autoridades da Essap, Copaco e da Direção-Geral de Empresas Públicas do Ministério da Economia e Finanças (MEF), com quem os legisladores dialogaram a respeito do estado das demandas judiciais e das obrigações pendentes com trabalhadores e aposentados de ambas as instituições.
Papel da Comissão de Direitos Humanos
O senador Mario Varela, titular da Comissão de Direitos Humanos, enfatizou que o papel desta instância legislativa é intermediar entre as partes e articular ações concretas que permitam alcançar respostas claras e soluções para os afetados.
Varela recordou que ambas as entidades, devido à sua natureza jurídica e à composição de seu capital público, enfrentam situações particulares. Por isso, trabalhadores e aposentados solicitaram a intervenção da comissão para avançar no cumprimento de seus direitos.
Informação da Essap
Durante sua intervenção, Luis Fernando Bernal, presidente da Essap, explicou que a empresa se encontra sujeita às disposições do direito público. Apontou que, ao tratar-se de uma sociedade anônima de capital público, seus bens têm caráter impenhorável.
Bernal assegurou que existe predisposição para cumprir as sentenças judiciais e honrar as obrigações pendentes no menor tempo possível. Informou que o montante total das obrigações ascende aproximadamente a G. 2.900.000.000, entre capital e juros, pelo que colocou a necessidade de contar com a correspondente cobertura orçamentária.
Situação da Copaco
A respeito da situação da Copaco, a doutora Johana Mongelós informou que atualmente existem aproximadamente 680 demandas promovidas por aposentados em reclamação de seus vencimentos. Indicou que a dívida ascende aproximadamente a G. 114.000.000.000, incluídos os juros moratórios.
Mongelós apontou que as obrigações reclamadas correspondem a administrações anteriores. Não obstante, assegurou que a empresa orçamentará os recursos necessários para dar cumprimento às sentenças judiciais.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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