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Economia

Asoban solicita transparência e critérios uniformes na supervisão bancária

19/10/2026 03:15 3 min lectura 43 visualizações

A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) manifestou que as respostas proporcionadas pelo Banco Central do Paraguai (BCP) aos pedidos de informes do Senado, embora representem o cumprimento de um requerimento institucional, não conseguiram esclarecer as principais preocupações levantadas sobre o exercício da supervisão bancária.

Com o objetivo de reafirmar seu compromisso com a solidez, a estabilidade e a confiança no sistema financeiro paraguaio, a associação expressou sua posição sobre os seguintes aspectos:

Preocupação genuína e institucional

Asoban rejeitou qualquer interpretação que atribua sua posição a interesses comerciais. A associação apontou que seus bancos membros trabalham no sistema financeiro paraguaio há várias décadas e enfrentaram períodos desafiadores. As preocupações foram apresentadas por escrito ao Banco Central em junho de 2025 e em setembro de 2026, por meio da via institucional e sem divulgação pública, com o interesse de preservar a solvência e a estabilidade do sistema bancário em seu conjunto.

Resposta incompleta do regulador

Embora reconhecesse como positivo que o Banco Central respondesse dentro do prazo estabelecido, Asoban considerou que as respostas resultam incompletas e deixam dúvidas quando o que corresponde é transmitir confiança. A associação apontou que uma resposta dessa transcendência deveria contar, além disso, com a aprovação expressa da Diretoria do BCP, máxima autoridade da instituição.

Exposição creditícia e operações relacionadas

A principal preocupação apresentada por Asoban refere-se à exposição creditícia de entidades financeiras frente a empresas vinculadas a seu próprio grupo e a razoabilidade das operações, que deveriam ajustar-se ao estabelecido na Lei de Bancos e suas regulamentações. A associação indicou que em todos os casos deve prevalecer, conforme recomenda o Comitê de Basileia, a substância sobre a forma. Esta informação não possui caráter reservado e apenas o Banco Central pode esclarecê-la com autoridade.

Correções imediatas sem aguardar sumários

Asoban destacou que a Lei nº 2334/03 dispõe que a regularização procede sem prejuízo das sanções, o que permite adotar medidas corretivas de forma imediata, enquanto que um sumário pode levar anos. A associação apontou que quando uma situação contrária à normativa não se corrige a tempo, pode gerar efeitos negativos para todos.

Critérios uniformes para todas as entidades

Asoban solicitou ao Banco Central que informe sobre a solvência de todas as entidades que receberam facilidades em processos de fusão, aplicando os mesmos critérios com respeito ao reconhecimento das perdas diferidas, ao cumprimento do artigo 56 da Lei de Bancos e ao tratamento das participações em empresas de um mesmo grupo. A associação considerou que a solvência de uma entidade não pode depender de um trato distinto ao que recebem as demais.

O sistema financeiro paraguaio é sólido e conta com um Fundo de Garantia que protege aos poupadores dentro dos limites estabelecidos pela lei.

Proteção do sistema financeiro

Asoban enfatizou que se alguma entidade não cumprir com o marco legal estabelecido, este permite corrigir a situação protegendo aos depositantes. A associação indicou que o antídoto é agir a tempo. Com respeito ao sigilo bancário, Asoban manifestou que defende esta instituição porque protege aos clientes, mas esclareceu que não alcança aos atos e critérios do organismo supervisor.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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