As imagens do exercício militar dos EUA em Caracas autorizado pelo governo da Venezuela
Em uma cena que descreve as novas relações entre os governos da Venezuela e Estados Unidos, o exército estadounidense realizou neste sábado um simulacro militar que incluiu o desploiamento de aeronaves em Caracas e navios nas costas do país sul-americano.
O exercício — que esteve supervisionado pelo chefe do Comando Sul dos EUA, o general Francis L. Donovan — é o primeiro desse tipo que autoriza o atual governo venezuelano da presidenta interina Delcy Rodríguez.
Ocorre mais de quatro meses após as forças estadounidenses irromperam em 3 de janeiro em Caracas para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para levá-los perante um tribunal dos EUA por acusações de tráfico de drogas e armas.
O exercício deste sábado tinha como objetivo simular uma evacuação da embaixada estadounidense.
Contou com duas aeronaves MV-22B Osprey e embarcações que entraram em águas venezuelanas no mar do Caribe.
O estrondo das aeronaves estadounidenses causou curiosidade na capital venezuelana.
"Garantir a capacidade de resposta rápida do exército é um componente-chave da preparação da missão, tanto aqui na Venezuela quanto em todo o mundo. Continuamos avançando no plano de três fases do @POTUS [presidente dos EUA] para a Venezuela", disse a embaixada dos Estados Unidos em Caracas em sua conta no X.
O governo venezuelano não emitiu declaração alguma.
A Embaixada estadounidense informou que Donovan esteve em Caracas em sua segunda visita oficial, onde, além de observar o exercício militar, participou de conversações bilaterais com altos representantes do governo interino de Rodríguez, além de manter reuniões na embaixada.
Anteriormente, o governo de Rodríguez havia informado que autorizou, a pedido de Washington, um simulacro de evacuação "ante eventuais situações médicas ou contingências catastróficas".
Durante anos, Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, sustentaram um discurso anti-estadunidense, mas Rodríguez restabeleceu as relações com Washington desde que foi designada presidenta interina.
Alguns chavistas se manifestaram contra as manobras militares dos EUA em Caracas.
"Um país estrangeiro que esteja sobrevoando o que é a cidade como tal, isto é novo para nós e mais ainda sendo Estados Unidos e na situação atual em que há muitos movimentos com o país, pois nos mantém em uma incerteza (...), tudo isto nos mantém em alerta", disse Evelyn Rebolledo, uma residente da capital venezuelana de 57 anos.
O exercício também ocorre em meio às crescentes tensões entre os EUA e Cuba, um país com o qual os governos venezuelanos de Chávez e Maduro tiveram relações estreitas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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