Arnoldo Wiens questiona o Ministério Público e defende sua atuação no caso Metrobús
Por meio de comunicado divulgado nesta quarta-feira, Arnoldo Wiens apontou que a controvérsia entre o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) e a empresa Mota Engil foi resolvida em dezembro de 2023 mediante laudo da Corte Permanente de Arbitragem, emitido por um tribunal integrado por três especialistas internacionais.
Cabe observar que o Ministério Público acusou formalmente o ex-ministro e solicitou elevação da causa a julgamento oral e público pelo caso do fracassado projeto Metrobús. A Procuradoria lhe atribui um alegado prejuízo patrimonial de quase G. 15.000 bilhões.
"Disseram que o projeto foi licitado sobre um cadastro erróneo. Que o MOPC deveria dar acesso às obras e não o fez. Que a falta de liberação da faixa de domínio impediu os trabalhos. Que se ordenou projetar uma drenagem ainda pior do que a existente. Que por isso a Prefeitura de Assunção nunca aprovou o projeto. Naturalmente, tudo isso corresponde à gestão anterior à minha", indicou.
Quanto à sua gestão à frente do MOPC, sustentou que o tribunal arbitral concluiu que o Estado rescindiu legitimamente o contrato com Mota Engil porque a empresa não renovou a garantia de cumprimento.
"Com efeito, isso foi o que fiz", afirmou Wiens, que questionou o fato de o Ministério Público ter apresentado os fatos de maneira diferente.
Wiens criticou a atuação dos procuradores que intervêm na causa e sustentou que foi sobresseído o ex-ministro Ramón Jiménez Gaona, que em sua avaliação conduziu a etapa questionada do projeto, enquanto ele foi acusado.
"Os procuradores sobresseíram aquele que conduziu a etapa nefasta e me acusaram a mim. É uma piada", manifestou.
Em seu comunicado, o ex-ministro também lançou fortes questionamentos contra o procurador Giovanni Grisetti. "Sou sincero com vocês. Não poderia esperar outra coisa de Giovanni Grisetti, o companheiro de falsificação de causas de Aldo Cantero no caso Seprelad, e companhia", expressou, já que também Grisetti imputou ao ex-presidente Mario Abdo Benítez e seus ex-colaboradores por alegada filtração de dados da Seprelad.
"Em tempos de reuniões secretas entre a Corte e o presidente da República; em tempos de ascensões de procuradores indicados pela política, este caso não é outra coisa senão a confirmação dos dias de injustiça que vivemos. Mas não vão me doblegar", afirmou.
Wiens defendeu novamente a decisão que adotou durante sua gestão à frente do MOPC. "Herdei uma obra inviável e tomei uma decisão qualificada como absolutamente legal", enfatizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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