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Tecnologia

Argentina consegue nascimento do primeiro porco modificado geneticamente para transplantes

14/08/2026 23:45 3 min lectura 16 visualizações

Um marco na medicina de transplantes

Argentina alcançou um importante avanço científico com o nascimento do primeiro porco modificado geneticamente com potencial para se tornar fonte de órgãos destinados a transplantes humanos. O desenvolvimento foi realizado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade de Buenos Aires (UBA) e do Instituto de Pesquisas Biotecnológicas da Universidade Nacional de San Martín (Unsam).

O projeto, que iniciou em 2023, demandou três anos de pesquisa intensiva. Em abril passado nasceu o primeiro clone suíno da América Latina com três modificações genéticas projetadas para diminuir a rejeição do sistema imunológico humano.

Uma técnica antes exclusiva de potências científicas

A metodologia aplicada, conhecida como "triple knockout", havia sido desenvolvida unicamente na China e Estados Unidos até o momento. O êxito argentino representa a primeira aplicação dessa técnica na América Latina.

A equipe de pesquisadores continua avançando em novas fases do projeto. Atualmente, duas porcas encontram-se grávidas de outros clones, o que permitirá ampliar a pesquisa e avaliar progressivamente as possibilidades dessa tecnologia inovadora.

Objetivos e desafios do xenotransplante

O objetivo a longo prazo consiste em que esses animais possam fornecer órgãos como rins, corações, pâncreas e fígados para pacientes humanos. O principal desafio atual reside em determinar se o organismo humano consegue tolerar adequadamente esses órgãos e consolidar o processo do xenotransplante, ou seja, a utilização de órgãos de uma espécie em outra.

Os responsáveis pelo projeto estimam que, se os estudos avançarem favoravelmente, essa alternativa poderia estar disponível em aproximadamente três ou quatro anos.

Por que o porco é a espécie escolhida

A seleção do porco para esse projeto não é casual. Suas características anatômicas e fisiológicas apresentam similitudes significativas com as do ser humano, o que o torna o candidato mais viável para esse tipo de pesquisa. Por meio de novas modificações genéticas, os cientistas buscam gerar órgãos cada vez mais compatíveis com o corpo humano.

Experiências internacionais encorajadoras

O avanço argentino se soma a experiências internacionais nas quais pacientes já conseguiram sobreviver durante mais de um ano com rins provenientes de porcos modificados. Esses resultados alimentam a esperança de que a ciência possa transformar a escassez de órgãos disponíveis em uma alternativa concreta de vida para quem aguarda uma doação.

Esse desenvolvimento representa um passo significativo na busca de soluções para um dos maiores obstáculos da medicina contemporânea: a disponibilidade de órgãos para pacientes que necessitam de transplantes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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