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Paraguai

Ameaça de processo: Asunção já deve G. 145 bilhões em títulos

Tenedores de bonos convocam assembleia e consideram ações judiciais contra a Comuna

09/06/2026 05:00 4 min lectura 8 visualizações
Amenaza de demanda: Asunción ya debe G. 145.000 millones en bonos

A situação financeira da Municipalidade de Asunción, agora sob a gestão de Luis Bello, piora cada vez mais à medida que avançam os meses.

Sua incapacidade para arcar com suas dívidas agora se vê ameaçada pelo possível início de ações judiciais a serem levadas a cabo pelos detentores de títulos, representados pela firma Valores Casa de Bolsa SA.

Referida casa de bolsa convocou, recentemente, para o dia 5 de junho, uma nova assembleia de detentores de títulos, incluindo na ordem do dia "considerações sobre os inadimplementos de juros e autorização para iniciar trâmites judiciais" contra a Comuna.

Isto, considerando a acumulação de juros vencidos das distintas emissões de títulos registradas durante as administrações de Mario Ferreiro e Óscar Nenecho Rodríguez que superam os G. 145 bilhões.

A assembleia foi anunciada, além disso, após o vencimento de outra cota que a administração de Luis Bello não honrou.

A Caixa de Valores do Paraguai SA (CAVAPY) notificou, no dia 27 de maio, sobre um novo inadimplemento da série 1 do título G8, no valor de G. 15.123.452.055, cujo vencimento original registrou-se no dia 26 de maio de 2026.
Cabe recordar que o título G8, emitido em 2022 por G. 360 bilhões, faz parte dos G. 512 bilhões que a administração de Nenecho desviou para pagamento de salários dos mais de 9.000 funcionários da Municipalidade, assim como também outras despesas irregulares, como pagamentos a firmas fantasma, segundo o relatório da intervenção realizada em 2025 por Carlos Pereira.

Com a nova cota não paga, a crise financeira da Comuna se agudiza. Isto se reflete em um documento remetido no dia 21 de maio por Valores SA ao intendente Luis Bello, à Diretoria Geral de Administração e Finanças e à Diretoria de Fazenda.

Inadimplemento

Os G. 15 bilhões vencidos no dia 26 de maio somam-se a outras 13 cotas de distintas séries dos títulos G5, G6, G7, G8 e G9. Estes inadimplementos abrangem um período que vai de maio do ano passado a fevereiro deste ano, e que se detalham assim:

No dia 27 de maio de 2025, registrou-se o primeiro vencimento da série 1 do título G8, por G. 15.123.452.055. No dia 9 de junho somou-se o inadimplemento da série 2 do mesmo título G8, por outros G. 15.123.452.055. Seguindo a cronologia de não pagamentos, no dia 16 de julho venceu uma cota da série 1 do título G9, por G. 16.424.876.712, seguido poucos dias depois, no dia 21 de julho, pela série 3 do título G6, com uma dívida de G. 3.428.082.192.

No dia 14 de agosto de 2025 registrou-se o vencimento da série 2 do título G5, por G. 841.438.356. O ciclo de morosidade daquele ano fechou com dois novos vencimentos da série G8: no dia 25 de novembro a série 1, por G. 15.123.452.055; e no dia 9 de dezembro a série 2 do mesmo título, por G. 15.206.547.945.

A falta de pagamento continuou durante 2026, iniciando no dia 14 de janeiro com um novo não pagamento do título G9, série 1, por G. 16.335.123.288.

No dia 7 de abril, Luis Bello anunciou em coletiva de imprensa que fechou um acordo "estratégico" com os detentores de títulos para pagar G. 90 bilhões pela dívida vencida de títulos, correspondente apenas a 2025. Com referido acordo, Bello assegurou que se busca prevenir ações judiciais contra a Municipalidade de Asunción.

O acordo foi remetido à Junta Municipal para sua aprovação, mas o plenário decidiu devolver a mensagem e solicitar informações sobre como opera a firma Valores Casa de Bolsa SA.

O vereador Miguel Sosa, presidente da Comissão de Fazenda e Orçamento, explicou que o parecer aprovado pela Junta, além de devolver os antecedentes referidos à proposta dos bonistas, encarrega à Intendência que reitere à Superintendência de Valores do BCP um relatório sobre as condições nas quais opera a mencionada firma.

O vereador Álvaro Grau manifestou que "corresponde...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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