Segunda, 04 de Maio de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Internacional

Alto comando militar iraniano considera "provável" que sejam retomadas as hostilidades com os EUA

02/05/2026 11:00 3 min lectura 18 visualizações
Alto mando militar iraní considera “probable” que se reanuden hostilidades con EE. UU.

Um comando militar iraniano alertou neste sábado que é "provável" uma retomada das hostilidades com os Estados Unidos, depois que Donald Trump se disse insatisfeito com a última proposta de Teerã para pôr fim ao conflito. Ambas as partes observam um cessar-fogo desde 8 de abril, depois de quase 40 dias de bombardeios dos Estados Unidos e Israel, e de represálias iranianas contra as monarquias do Golfo aliadas de Washington.

Islamabad acolheu uma primeira rodada de conversações diretas em 11 de abril. Mas não deu resultado, já que as posições seguem muito distantes quanto ao estreito de Ormuz -onde o Irã tem a pretensão de cobrar taxas pela passagem de navios- e o programa nuclear da república islâmica.

O Irã transmitiu esta semana um novo texto através do Paquistão, que exerce o papel de mediador. Não foram divulgados detalhes do conteúdo da proposta. Mas o presidente americano, que na quinta-feira foi informado por seu exército das diferentes opções sobre a mesa, não tardou em descartar esta nova iniciativa.

"Neste momento não estou satisfeito com o que oferecem", disse Trump na sexta-feira aos jornalistas, ao culpar pelo estancamento dos contatos a "tremenda discórdia" no seio da liderança iraniana. "Queremos ir lá e simplesmente arrasá-los e acabar com eles para sempre, ou queremos tentar conseguir um acordo? Quero dizer, essas são as opções", respondeu quando perguntado sobre os próximos passos.

"É provável que se retome o conflito com os Estados Unidos, e os fatos demonstram que os Estados Unidos não respeitam nenhuma promessa nem acordo", disse a propósito neste sábado Mohamad Jafar Asadi, inspetor adjunto do comando militar central Jatam al Anbiya, citado pela agência iraniana Fars. "As forças armadas estão perfeitamente preparadas ante qualquer possível oportunismo ou ação imprudente por parte dos norte-americanos", enfatizou este comando militar.

Operações "terminadas"

Donald Trump tinha em teoria até esta sexta-feira para solicitar a autorização do Congresso dos Estados Unidos a fim de continuar a guerra iniciada junto com Israel em 28 de fevereiro. Em lugar disso optou por enviar uma carta aos líderes legislativos para notificá-los que as hostilidades contra o Irã haviam "terminado".

Vários congressistas democratas assinalaram contudo que a presença contínua de forças americanas na região indica o contrário. O USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, já abandonou o Oriente Médio, mas na zona permanecem 20 navios da Marinha americana, incluindo outros dois porta-aviões.

A guerra causou milhares de mortos, principalmente no Irã e Líbano, e suas repercussões seguem abalando a economia mundial. Os preços do petróleo alcançaram esta semana um máximo em quatro anos, com o barril de Brent em 126 dólares.

E é que embora os bombardeios israelense-americanos contra o Irã tenham cessado, o conflito regional perdura por outros canais. Começando pelo Líbano, onde Israel prossegue com seus ataques ao movimento pró-iraniano Hezbolá apesar de uma trégua entre ambas as partes.

Washington, por sua vez, mantém um bloqueio naval aos portos iranianos, em represália pelo fechamento quase total por parte de Teerã do estreito de Ormuz, por onde transitava antes da guerra 20% do petróleo e do gás natural liquefeitos consumidos em escala planetária.

O governo americano anunciou além disso na sexta-feira novas sanções contra os interesses iranianos, e advertiu...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.