Allanam Junta Municipal de Ypané após novo juramento anulado pelo TSJE
Operação fiscal-policial investiga presunta usurpação de funções públicas
Uma comitiva fiscal-policial, encabeçada pela agente fiscal Blanca Rosa Aquino, da Unidade Penal n.º 3 de J. Augusto Saldívar, allanou nesta quinta-feira a sede da Junta Municipal de Ypané no marco da causa n.º 3855/2026, que investiga a presunta usurpação de funções públicas por parte da concejal liberal Mirta Elena Oviedo.
O procedimento foi realizado em cumprimento de uma ordem judicial e faz parte das diligências impulsadas pelo Ministério Público para recabar evidências relacionadas com a investigação.
Os trabalhos da comitiva consistiram em recabar informação, documentos e evidências relacionadas com os fatos ocorridos no passado 27 de julho, quando a concejal Oviedo voltou a assumir como intendenta durante uma controvertida sessão desenvolvida na Junta Municipal.
Isto levando em conta que a mesma já havia sido designada anteriormente pelos membros da bancada liberal oficialista, sem contar com o quórum requerido. Porém, o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral havia resolvido uma medida cautelar, deixando sem efeito essa resolução por não cumprir com os requerimentos do estatuto municipal.
Edis colorados coagidos
A respeito, o concejal colorado Rubén Cabral em comunicação com La Nación/Nación Media, recordou os antecedentes do caso, já que durante aquele dia do passado 27 de julho, ocorreram incidentes que teriam impedido a participação normal de alguns concejais. De acordo com as denúncias apresentadas, um grupo de manifestantes bloqueou a saída de edis colorados da sala de sessões, situação que teria permitido manter o quórum necessário para levar adiante o ato para que a concejal Oviedo prestasse novamente juramento como chefe comunal.
A respeito, assinalou que a bancada colorada realizou a denúncia formal ante o Ministério Público, em defesa da institucionalidade, em rejeição a que se tenha elegido a citada concejal liberal sem contar com o quórum correspondente; além de que existia a medida cautelar do TSJE que anulava todo esse procedimento, e que a mesma não foi respeitada.
Com base nesses fatos, denunciamos o desacato à ordem judicial e se formaram quatro pastas fiscais ante a mesma fiscal Aquino, em datas diferentes, praticamente cada semana com diversas denúncias, comentou.
Assinalou que a fiscal Aquino foi recusada pelo oficialismo municipal, enquanto que a agente fiscal em todo momento buscou a forma de conhecer como foi designada a concejal Oviedo e sob quais circunstâncias. Indicou que em várias ocasiões chegaram através da comissaria local vários ofícios para que se remitisse à Fiscalía os documentos e as respostas às perguntas da fiscal, porém nem a Junta Municipal nem a Intendência responderam a ditos ofícios.
A fiscal já havia solicitado em duas ocasiões anteriores ordens de allanamento, mas foi recusada nessas pastas fiscais. Até mesmo nesta quinta-feira, durante o procedimento, o concejal Denis Chamorro lhe manifestou que se encontrava recusada. Ante isso, a agente fiscal Blanca Rosa Aquino esclareceu que a recusação corresponde a outra causa e não ao expediente em que estava intervindo naquela oportunidade.
De acordo com as declarações da agente fiscal Aquino, brindadas a meios locais, a investigação do Ministério Público aponta a determinar se a ex-autoridade municipal exerceu funções públicas sem contar com a competência legal correspondente, conduta que poderia configurar delitos relacionados ao desempenho indevido de funções públicas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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